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opinião

Aconselhamento: não despreze essa lei de sabedoria

O aconselhamento com líderes espirituais é uma bênção para todo cristão.

Michael Caceres

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Cumprimento (Foto: Lukas/Pexels)

O homem mais sábio do mundo disse em Provérbio capítulo 15 e versículo 22: “Sem conselhos os planos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso”.  Apesar de nós cristãos termos memorizado esse versículo dito pelo rei Salomão, ainda temos resistência em colocá-lo em prática.

A verdade é que a Igreja brasileira ainda não consolidou uma cultura de aconselhamento pastoral ou entre irmãos na . Ainda paira em nossas igrejas a desconfiança em se abrir para o outro e pior ainda: um imenso tabu sobre frequentar o gabinete pastoral.

Os cristãos brasileiros quando ouvem “gabinete pastoral” estremecem de medo e automaticamente vem à mente o imaginário de que o gabinete pastoral é um lugar para tratar exclusivamente de pecados medonhos ou de disciplina. A ideia errada que paira sobre o aconselhamento tem afastado muitos da oportunidade de receber sábios conselhos.

Os benefícios do aconselhamento

O aconselhamento com líderes espirituais é uma bênção para todo cristão e também uma forma de Deus guiar e consolar seus filhos. No aconselhamento é possível receber direcionamento quando se está perdido em meio a tantas vozes que nos fazem ficar confusos. É possível sentir alívio e paz depois de uma palavra de fortalecimento.

É possível desabafar as palavras que tem nos sufocado e angustiado há tanto tempo e ser escutado com verdadeira atenção. Segundo a psicologia, apenas ter alguém que nos escute já é terapêutico. As pessoas necessitam ser ouvidas e hoje, mais do que qualquer época, é raro encontrar alguém que saiba ouvir com tempo de qualidade e empatia.

Podemos nos espelhar na Igreja americana que já tem uma cultura de aconselhamento e produz resultados muito positivos para o corpo de Cristo. Nos EUA, as igrejas oferecem atendimentos específicos para jovens, mulheres e famílias para ajudá-los nos diversos desafios que enfrentam.

Nossos irmãos americanos já descobriram e testemunharam o poder do aconselhamento para obter uma vida vitoriosa e assertiva. Famílias são reajustadas, casamentos restaurados, jovens direcionados para um futuro brilhante e erros são evitados através do conselho de um líder espiritual.

A importância do preparo do conselheiro

Porém, para a igreja brasileira estabelecer uma cultura de aconselhamento e colher os frutos deste precioso trabalho é preciso dar atenção ao outro lado da relação no aconselhamento: o conselheiro.

As pessoas precisam encontrar um ambiente confortável, qualificado e confiável para poder abrir seus corações. Para isso, pastores e líderes preparados são essenciais para proporcionar um momento de acolhimento e edificação para quem busca um conselho.

É importante que os conselheiros aprendam sobre o funcionamento da mente humana e conheça as características de cada fase da vida do ser humano, para então compreendê-lo e guiá-lo da forma mais sábia possível.

Atualmente, já existem cursos de aconselhamento pastoral em faculdades teológicas no Brasil para que líderes aprendam tudo isso. Sem falar, é claro, da garantia de confidencialidade no gabinete pastoral, protegendo o aconselhado de qualquer exposição.

Quem busca um conselho sábio não irá se aconselhar com quem se mostra despreparado para tal função, não se aceita mais repostas rasas para problemas complexos. Quem busca orientação não quer ouvir apenas “você tem que orar e ler a Bíblia para resolver essa situação”.

A pessoa provavelmente já fez isso e quer uma resposta mais profunda e clara que traga alívio para seu coração. Em Provérbios capítulo 15 e versículo 23 diz: “Saber dar uma resposta é uma alegria; como é boa a palavra certa na hora certa!”.

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