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opinião

O arco-íris é nosso!

Por enquanto temos um arco sobre o mundo, depois teremos um Cordeiro sentado no trono do universo.

Filipe Samuel Nunes

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Arco-íris (Dewang Gupta / Unsplash)

Os grupúsculos derivantes do LGBTQ+ estão preocupados. Roubaram-lhes o símbolo. E também estão preocupados de que haja uma nova ordem mundial a emergir desta crise social. Eles são os únicos a estarem preocupados, claro!

O sol nasce e põe-se nos umbigos LGBTQ+! Ninguém mais está preocupado com a situação que todos vivemos.

O símbolo tão amado e agora saudoso é o arco-íris. E, tudo porque os serviços de saúde por todo o mundo começaram também a usar o arco-íris como sinal da sua luta pelo bem-estar geral. Vai daí, a comunidade LGBTQ+ ficou ofendida.

“Roubaram o nosso símbolo. Logo agora que tínhamos achado um lugar no mundo”, exclamaram. Bom, a ideia começou em Itália (tal como os concertos à varanda) e espalhou-se por diferentes países. O arco-íris é um símbolo de esperança em tempos sombrios.

A mensagem é clara: embora neste momento atravessemos uma tempestade, ela vai passar. Há luz ao fundo do túnel. (Cuidado! Alguém algures pode achar que esta expressão é um símbolo da sua luta. Ficarão ofendidos!?)

O arco pode sumir?

Muito bem! Agora, só uma ideia… E se não houver luz ao fundo do túnel? E se a tempestade não passar? E se a situação se agravar ao ponto das coisas se desmoronarem completamente?

Há muitas projeções apocalípticas na imprensa sobre como as consequências económicas do vírus nos deixarão a viver num mundo que enfrentará problemas muito mais graves do que aquelas que estamos a viver neste momento. Estaremos apenas “assobiando para o ar”, agarrados ao nosso arco-íris?

Na verdade, o símbolo do arco-íris é muito mais apropriado para estes dias, do que muitas pessoas possam imaginar. Porque a primeira pessoa a usar o arco-íris como símbolo de esperança foi o próprio Deus!

Lemos sobre isso em Génesis 9:12-16, onde Deus fala com Noé depois de enviar o Dilúvio para destruir um mundo completamente perverso e corrupto. E aí, Deus faz um pacto. Um pacto é uma promessa solene – a promessa mais solene que existe. Por vezes quando queremos enfatizar a seriedade duma promessa dizemos: Nem que a vaca tussa! Só por cima do meu cadáver! Coisas assim… Essas expressões tentam captar o peso de um pacto. É uma promessa de vida ou de morte.

Deus está efectivamente a dizer: “se eu quebrar a minha promessa, eu sou digno de morte”. Essa promessa foi feita a Noé e a todos os seus descendentes – por outras palavras, a toda a raça humana. Não apenas a pessoas religiosas, pessoas de boa índole; e não apenas a Judeus ou Cristãos, mas a todo o ser humano. Todos fazemos parte deste pacto! É um acordo universal.

Na verdade, Deus faz este acordo também com todos os seres vivos – com o próprio planeta! Então, qual é a promessa? Génesis 8:21-22 diz: “… . nunca mais destruirei todos os seres vivos, como já fiz.

Enquanto a terra durar, o tempo de semente e colheita, o frio e o calor, o Verão e o Inverno, o dia e a noite nunca mais cessarão”. E a assinatura divina firma um “sinal do pacto” (Gen 9.12): um arco-íris no céu. A partir daquele momento, o arco-íris lembra-nos que Deus é fiel – Ele cumpre as suas promessas.

O arco pode redimir?

Em 2020, considerar que o mundo, tal como o conhecemos, ainda está de pé… Bem, parece-me um milagre! Quando pensamos em todas as ameaças à vida na Terra parece-me que podemos afirmar: Deus cumpriu a sua promessa. A raça humana não será dizimada por um vírus – covid-19 ou não.

Uma guerra nuclear! Alterações climáticas! Asteróides! Nada nos destruirá. Porquê? Porque Deus é fiel! Ele prometeu preservar este mundo. E o arco-íris ao cobrir toda a terra, de horizonte a horizonte, torna isso visível a todos. Toda a terra está sob o seu arco protector.

Imaginem viver no tempo de Noé. No céu as nuvens negras duma tempestade juntam-se e a chuva começa a cair. Conseguem imaginar o terror? Mais um dilúvio! Desta vez não temos arca! Não estamos prontos! Há homens nos campos a trabalhar. Há mulheres na sua lida doméstica. Há crianças brincando felizes. Não há escapatória! E aí aparece o arco celeste. Não há problema. A tranquilidade volta: “Deus prometeu não destruir o mundo”. A luz da graça resplandece na escuridão do julgamento.

O arco pode ferir?

A Bíblia na verdade não usa a palavra “arco-íris”. Deus simplesmente cita o Seu “arco”. É a palavra para uma arma – o arco (e flecha) dum guerreiro. Deus diz que colocou o Seu arco nas nuvens.

Mas para que lado está o arco apontado? Para longe da terra! Para o espaço sideral! Que maravilha! O grande arco (e flecha) letal do Deus Justo não está apontando para a terra. Ele pendurou o Seu arco, como um guerreiro a descansar.

Este é um símbolo maravilhoso da Graça de Deus! Todavia, o melhor símbolo da Graça de Deus está na Cruz de Jesus Cristo.

Naquelas três horas de escuridão natural e cósmica, todo o terror e justiça de Deus passaram pelo canal imenso que era o coração de Cristo. E aí a Luz da Graça brilhou mais forte do que nunca.

Deus apontou o Seu arco para seu Filho amado. Retesou o arco Divino. E atirou a matar! Cada uma das Suas flechas de Juízo e de horror ao pecado, penetrou no coração do meigo Carpinteiro.

Cristo foi sacrificado, para que o arco de Deus pudesse ser desviado de nós.

O Cordeiro vai o arco substituir

Agora… É essencial compreender que embora o mundo não seja destruído por um vírus, um Inverno nuclear, ou um asteroide, isso não significa que vá durar para sempre. Deus está preservando o mundo, mas Ele preservou o mundo para que o Seu Filho pudesse vir e trazer a salvação a esta sociedade perdida e rebelde.

Ele deseja estabelecer o Seu Reino. E Ele está preservando o mundo hoje, para que Cristo possa vir novamente para julgar os vivos e os mortos.

Um dia o Senhor Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, voltará. E nesse dia não haverá arco-íris. Não haverá mais Graça. Será tempo de dobrar o joelho e de confessar que Cristo é Senhor.

Por enquanto temos um arco sobre o mundo, depois teremos um Cordeiro sentado no trono do universo.

Formou-se em Teologia na Inglaterra, exerceu trabalho pastoral durante 25 anos em Portugal e vive há 12 anos no Brasil onde ensina Inglês como segunda língua.

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