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Opinião

Pirâmides do Egito, escravidão e o livre mercado

“O sonho da riqueza atrai todos. No entanto, somente aqueles que inovam e que sabem criar bens e serviços se tornam ricos.” Lee Kuan Yew (pai fundador de Cingapura)

Antônio Cabrera

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Pirâmides do Egito. (Foto: Dario Morandotti / Unsplash)

É notável como os eventos de hoje se cruzam com o passado.

Hoje, quando visitava as pirâmides do Egito lembrei-me da lista desta semana dos maiores bilionários de 2019 da Revista Forbes.

Churchill já ensinava que “quanto mais para trás você olhar, mais adiante você provavelmente verá”.

Várias das pirâmides de Gizé estão entre as maiores estruturas já construídas desde a Antiguidade. É a única das Sete maravilhas do mundo que ainda permanece de pé.

É uma visão majestosa, e somente quem fosse muito rico ou poderoso, como alguém que estivesse na lista da Forbes do ano 4.000 aC poderia construir algo assim.

Mas o que esquecemos é que estes impérios de Reis e Faraós eram de imensas riquezas acumuladas através de saques, pilhagens e escravos.

É clássico a história bíblica dos Hebreus como escravos no Egito.

Mas o livre mercado mudou radicalmente isto. Se no passado ganhar dinheiro era algo a ser tomado, saqueado, herdado ou obtido pela escravidão, hoje a riqueza é oriunda da inteligência e inovação.Pense nisto.

Das 10 pessoas mais ricas do mundo segundo a Forbes, 9 são empreendedores independentes, ou seja, nenhum deles herdou algum tipo de herança.

Isso contrasta com os tempos anteriores da história da humanidade, quando os indivíduos mais ricos eram conquistadores e governantes políticos.

Talvez a riqueza deles, como a de Bill Gates ou Larry Page, incomode você, mas nenhum deles é rico pelo uso da força ou da escravidão.

A fortuna de cada um deles, ou a riqueza do livre mercado atual não é fruto de exploração, e sim de seus próprios méritos.

Reforçando, cada um destes membros da lista da Forbes ensina que a riqueza de hoje, que a vezes os progressistas condenam veementemente, não foi obtida através da força das armas nem dos músculos.

Esta riqueza é produto da capacidade humana de pensar, criar e atender as necessidades de cada ser, tornando o mundo um lugar melhor para se viver.

A história do futuro está escrita no passado. O que precisamos é aprender com ela para não cairmos nas armadilhas do discurso ideológico de que a riqueza é ruim e deve ser combatida.

A lição da história é que a maioria absoluta da riqueza de hoje ocorre à medida que seus donos inovam e suas ideias melhoram o padrão de vida de todas as classes sociais.

Ex-ministro da Agricultura, veterinário e empresário.

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