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Estudos Bíblicos

Perseverando na fé

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 12 do trimestre sobre “A obra da salvação”

Tiago Rosas

em

Oração. (Photo by Samuel Martins on Unsplash)

A presente Lição discorrerá sobre um importante tema da doutrina da salvação: a perseverança para vida eterna. Veremos que a perseverança é uma condição para recebimento da salvação final, a participação na glorificação dos justos; analisaremos bíblica e teologicamente o perigo da apostasia; e, por fim, a segurança de salvação que desfrutamos em Jesus Cristo, nosso Salvador.

I. A PERSEVERANÇA BÍBLICA

Jesus deixa claro que “É perseverando que vocês obterão a vida” (Lc 21.19). Como no início da fé, com seu arbítrio libertado pela graça, o homem precisou responder positivamente à graça de Deus atuando sobre ele, e tomar uma boa decisão por Cristo, agora, já salvo, o crente também precisa diariamente ser obediente ao Espírito, não o entristecendo, nem o extinguido, nem se endurecendo para Ele, mas permitindo-o agir livremente, gerando nele o fruto do Espírito, que é a vida santificada, qualificando-o assim para as moradas santas que Cristo nos foi preparar.

Algumas pessoas são contrárias à ideia do “esforço” para salvação, por parecer sugerir mérito humano. Todavia, tanto Jesus quanto os autores neotestamentários falam de esforço para entrar na vida eterna, ainda que tal esforço não seja nem de origem humana, nem exclusivamente humana, mas não dispensa a participação efetivamente humana! O Espírito Santo nos capacita a viver a santificação, e então, capacitados pelo Espírito e por Ele auxiliados dia a dia, precisamos, como seres livres, feitos à imagem e semelhança de Deus, e não robôs automatizados, tomar decisões corretas e corresponder à graça que temos recebido.

– Jesus disse:

Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão” (Lc 13.24). A palavra “porfiar” é sinônima de “lutar”, “brigar”, “guerrear”. E tal palavra é dirigida a nós, não ao Espírito Santo; ou seja, temos o dever de lutar corajosamente pela coroa da vida eterna que Cristo nos tem prometido! Nesse sentido, diz o autor da Carta aos Hebreus: “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hb 12.4)

– Paulo disse:

“…assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1Co 9.26,27); “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).

– Pedro disse:

“Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1.10,11). Perceba que temos uma eleição, uma escolha divina, a confirmar. De que modo? Pela obediência diária, pela santificação. Obedecendo, nunca tropeçaremos! Obedecendo, cruzaremos os portais do reino eterno!

 – O autor de Hebreus disse:

“Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência” (Hb 4.11). Está explícita neste texto a ideia de esforço.

Os que são antipáticos a esta ideia e consideram-na humanista demais, precisarão confrontar o texto bíblico posto nos termos acima. “O reino de Deus é tomado a força”, disse Jesus (Mt 11.12). Os autores Duffield e Van Cleave são oportunos aqui: “A salvação – e toda benção espiritual – vem de Deus. Mas ela tem a ver com o homem, e em vista de Deus tê-lo feito um agente moral livre, ele tem uma parte a desempenhar em cada transação espiritual. Se Deus tivesse feito dele um mero autômato, sem vontade ou mente própria, isto não aconteceria” (1).

Deus não vai perseverar por nós, nem nos obrigará a perseverar – se este fosse o modo como Ele age, então Ele teria forçado os hebreus que saíram do Egito a perseverarem; Cristo teria forçado Judas a perseverar, e dezenas de milhares de cristãos que têm renunciado a fé outrora abraçada. Perseverar ou não é uma decisão nossa, ainda que a capacidade para ela provenha de Deus.

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de dois livros: A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira (2016) e Biblifique-se: formando uma geração da Palavra (2018).

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