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Pastor usa igreja como fachada de empresa de turismo e é acusado do desvio de R$ 2,5 milhões

Pastor que se apresenta como ‘turismólogo’ é responsável por Conectur, empresa de fachada que embolsou recursos de convênios do governo e, segundo as investigações da PF, os repassou para Fátima Pelaes

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O pastor Wladimir Furtado foi preso pela Polícia Federal na madrugada da última terça-feira, 8, por ser dono da empresa Conectur uma empresa laranja que recebey R$2,5 milhões do governo federal para realizar consultoria sobre turismo, mas na verdade o valor foi todo repassado para a deputa Fátima Pelaes (PMDB-AP).

A PF identificou no seu endereço oficial onde seria a empresa funciona na verdade a Assembleia de Deus Casa de Oração Betel e o pastor acusado mora no andar de cima.

Ele foi preso peloa Operação Voucher que tem investigado o esquema de corrupção no Turismo do Amapá. Furtad se apresenta como “turismólogo” e recebeu o dinheiro do Ministério do Turismo para cuidar da “Realização de Estudos e Pesquisas sobre Logística no turismo no Estado do Amapá, levando em conta a situação das redes estabelecidas ao redor dos serviços turísticos”. A verba foi liberada, mas projeto não saiu do papel. E o dinheiro sumiu.

O sobrinho e a cunhada do pastor entraram na história como laranjas e acabaram delatando a PF como funcionava o esquema: o dinheiro do Ministério do Turismo, segundo eles, foi parar nas mãos da deputada Fátima Pelaes.

O pastor Wladimir, ex-prefeito da cidade de Ferreira Gomes (AP), não só foi entregue pelos parentes, como teve de contratar um advogado às pressas por R$ 40 mil para tentar sair da cadeia e também livrá-los da prisão.

O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), pivô do esquema revelado pela Operação Voucher, foi, depois de 2009, uma espécie de “sucessor” da Conectur, que virou uma “subcontratada de fachada” do próprio Ibrasi.

Depois de levar o dinheiro do Turismo, a Conectur passou a fazer parceria com o Ibrasi. Recebeu R$ 250 mil para mil horas de consultoria referente a um convênio do Ibrasi com o Ministério do Turismo para a “capacitação técnica” no Amapá. O relato da conclusão sobre seu serviço, segundo a Polícia Federal, é fraudulento. “Fica claro que seu relatório não passa de uma fraude para justificar o pagamento por um serviço que não foi executado”, diz a investigação.

Com informações Estadão

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