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Opinião

Não coloque a Grande Comissão em quarentena

Não esqueça do Ide e dos missionários.

Abner Ferreira

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Bíblia. (Foto: Aaron Burden / Unsplash)

A ameaça pelo coronavírus (COVID-19) tem levado muitos líderes evangélicos a considerar parar com os trabalhos eclesiásticos, inclusive sendo pressionados por autoridades políticas para interromper os cultos. Praticamente todos os pastores estão levantando essa possibilidade.

Mas a reunião dos santos para edificação mútua é algo inegociável, seja qual for à amplitude destas reuniões. A Bíblia diz que não devemos deixar de nos reunir como igreja, “mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hebreus 10.25).

Está claro que o coronavírus é mais um sinal evidente da volta de Jesus Cristo, isso é consenso entre os teólogos, o que reforça a necessidade de não abandonarmos a Grande Comissão. Para quem não está familiarizado com o termo, “Grande Comissão” se refere ao “Ide de Cristo”, a ordem do Mestre para fazermos discípulos.

Mandamento descrito em Mateus 28.18-20: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

E, como diria o missionário inglês Hudson Taylor: “A Grande Comissão não é uma opção a ser considerada, é um mandamento a ser obedecido”.

Neste sentido, não podemos coloca-la em “quarentena” juntamente com o coronavírus. Há evidentemente muitas medidas que devem ser adotadas. Não devemos ser irresponsáveis e ignorar a necessidade, por exemplo, de higienização e disposição de álcool gel para os ambientes de louvor.

Algumas igrejas estão inclusive alterando os cultos para evitar a doença, tanto católicos como evangélicos. A Igreja Católica orientou os fiéis para evitar o chamado “abraço da paz” e igrejas evangélicas estão orientando para que evitem dar as mãos na hora de cantar os louvores, trocar abraços, beijos e apertos de mão.

Todas as igrejas devem estar preparadas para situações de agravamento da situação, inclusive se preparando para mudanças no formato de cultos, mas isso não significa que devem interromper ou parar com os trabalhos. Líderes de grandes denominações ou de pequenas congregações devem se organizar para avançar com o Evangelho em meio à crise.

Não há desculpas para deixarmos de evangelizar, anunciar aos perdidos a salvação. Como já disse, devemos ter cuidado e cautela, mas a missão não pode parar. Os missionários continuam dependendo da nossa ajuda, nossas doações. Jamais podemos deixa-los a própria sorte.

Ao permitirmos que o vírus atrapalhe nosso chamado, então estaremos admitindo que o inimigo de nossas almas está no controle da situação, o que jamais pode acontecer, pois Jesus disse que “as portas do inferno não prevalecerão contra” a Igreja (Mateus 16.18). Podemos agir com toda a cautela, mas jamais podemos deixar de doar e contribuir.

Minha orientação é que você continue adorando, sendo prudente e precavido, mas não deixe o coronavírus colocar a Grande Comissão em quarentena, enviando a contribuição para a missão, permanecendo fiel aos compromissos com a Obra de Deus. Não há motivos para pânico e desordem.

Cristão, advogado, esposo, escritor, discípulo e Presidente da Assembleia de Deus em Madureira.

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