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Igreja Universal do Reino de Deus: nem cristã, nem protestante, nem evangélica, nem pentecostal

A correta caracterização da IURD como seita paraprotestante que absorve e reelabora crenças e práticas do gradiente espírita-umbandista, e suas semelhanças genéticas com a Umbanda e a Cultura Racional

Alex Esteves

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Bispo Edir Macedo ministrando na réplica do Templo de Salomão. (Demétrio Koch / Fotos Públicas)

A Cultura Racional e sua tentativa de sistematização de uma doutrina espiritualista brasileira

A seita Cultura Racional, que na década de 1970, em seu ápice, daria inspiração a discos do cantor e compositor Tim Maia, foi criada em 1935, na cidade do Rio de Janeiro, por Manoel Jacintho Coelho, um médium da Umbanda.[91]

Coelho escreveu mais de 1.000 volumes de uma coleção intitulada Universo em Desencanto, fundamento “racional” da religião nascente. Referências ao “espiritismo” vinham em críticas àquela religião e, ao mesmo tempo, no uso de linguagem similar, roupas brancas e incorporação de espíritos do “mundo invisível”.

A Cultura Racional não se apresentava, a princípio, como religião, mas como “movimento cultural” por meio do qual o homem conheceria sua origem, natureza e destino[92].

O conhecimento teria sido dado a Manoel Jacintho Coelho pelo Racional Superior, uma entidade divina. A salvação dar-se-ia pela leitura dos livros da coleção, todos escritos pelo fundador da seita.

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Ministro do Evangelho (ofício de evangelista), da Assembleia de Deus em Salvador/BA. Co-pastor da sede da Assembleia de Deus em Salvador. Foi membro do Conselho de Educação e Cultura da Convenção Fraternal dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Estado da Bahia, antes de se filiar à CEADEB (Convenção Estadual das Assembleias de Deus na Bahia). Bacharel em Direito.

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