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Igreja Universal do Reino de Deus: nem cristã, nem protestante, nem evangélica, nem pentecostal

A correta caracterização da IURD como seita paraprotestante que absorve e reelabora crenças e práticas do gradiente espírita-umbandista, e suas semelhanças genéticas com a Umbanda e a Cultura Racional

Alex Esteves

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Bispo Edir Macedo ministrando na réplica do Templo de Salomão. (Demétrio Koch / Fotos Públicas)

A Umbanda como síntese nacional entre Espiritismo Kardecista e religiões afro-brasileiras

Assim como a Igreja Universal, a Umbanda também é uma seita brasileira decorrente da fusão de elementos religiosos da cultura nacional.

RENATO ORTIZ explica a Umbanda como “uma síntese do pensamento religioso brasileiro”, com elementos brancos, negros e índios, resultado do “empretecimento da ideologia kardecista” e do “embranquercimento da cultura negra.”[85]

Seria ela uma religião criada por intelectuais a partir da década de 1920 e de crescimento acentuado a partir de 1930, tendo o ano de 1941 como marco oficial, quando do Primeiro Congresso Umbandista.[86]

Seria a Umbanda, ainda, fruto de um Brasil mais “moderno”, porque urbano e industrializado, principalmente no Sudeste, região em que a religião nasceu.[87]

A Umbanda seria um dos “cultos de possessão”, forjada em sincretismo religioso entre Espiritismo Kardecista, Catolicismo Romano e religiões afro-brasileiras[88], com tentativa de explicação científica e racional por parte dos “intelectuais da Umbanda.”[89]

Esses intelectuais teriam buscado uma “legitimação racional”, uma padronização e sistematização da doutrina umbandista, para possivelmente dominar o “mercado religioso”, segundo RENATO ORTIZ, por meio da padronização do produto[90].

Estudiosos supõem que a Umbanda pretendesse branquear a religião africana e, com isso, atrair os clientes do campo religioso mediúnico, já que, para a classe média urbana o Candomblé e grupos similares adotariam costumes entendidos como primitivos e rudes. Assim, importando o processo evolutivo kardecista como eixo doutrinário, os intelectuais umbandistas propunham um aperfeiçoamento da religiosidade de matriz africana e uma dependência menor de ritos.

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Ministro do Evangelho (ofício de evangelista), da Assembleia de Deus em Salvador/BA. Co-pastor da sede da Assembleia de Deus em Salvador. Foi membro do Conselho de Educação e Cultura da Convenção Fraternal dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Estado da Bahia, antes de se filiar à CEADEB (Convenção Estadual das Assembleias de Deus na Bahia). Bacharel em Direito.

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