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Estudos Bíblicos

Devemos abandonar a família para seguir a Cristo?

O texto ilustra uma questão de prioridade, não de escolha.

Cris Beloni

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Família vendo o pôr do sol. (Jude Beck / Unsplash)

“Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.26)

O texto lido é da Nova Versão Internacional da Bíblia. Veja como esse mesmo texto está em outras versões:

Almeida Corrigida e Atualizada

“Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.26)

Nova Tradução na Linguagem de Hoje

“Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo.” (Lucas 14.26)

Versão católica

“Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.26)

O que o texto realmente quer dizer?

Qual dessas versões é a correta? E o que você precisa fazer pra ser um discípulo de Cristo? Não amar a sua família? Ou ainda “aborrecer” ou “odiar” os membros da sua família? Muita gente não entende esse texto por causa de algumas traduções estranhas.

A mais indicada é a NVI (Nova Versão Internacional), onde lemos que “se alguém amar mais alguém do que ama a Jesus, não pode ser discípulo Dele”.

Entendemos que existe uma condição para ser um seguidor de Cristo, mas a força do texto não está em “deixar de amar as pessoas”, mas em priorizar o amor em Cristo.

Algumas versões passam uma ideia errada sobre o que Jesus disse, porque utilizam as palavras “aborrecer” ou “odiar”. Mas Deus não quer que nenhum de nós aborreça ou odeie as pessoas mais próximas da nossa família.

Veja, por exemplo, como Cristo resumiu os mandamentos:

“Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças.” (Marcos 12.30)

“Ame o seu próximo como a si mesmo.” (Marcos 12.31

O texto ilustra uma questão de prioridade, não de escolha. É essencial priorizar o amor a Deus, porque, em muitos casos, o amor excessivo ou exagerado por alguém especial (seja um filho, uma esposa, uma mãe ou pai) pode virar uma idolatria e atrapalhar a adoração exclusiva a Deus.

Amá-lo em primeiro lugar é uma maneira de garantir a nossa estrutura emocional. Você já parou pra pensar naquelas pessoas que idolatram um filho, por exemplo? “Meu filho é tudo pra mim”.

Se essa pessoa perder o filho, ela perdeu seu TUDO. E quem perde tudo, fica sem nada. Mas quem deposita o “amor dependente” em Deus nunca vai ficar sem nada, e nunca estará sozinho, porque Deus é Eterno, mas as pessoas estão aqui de passagem. Pense nisso.

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Jornalista e pesquisadora apaixonada pela Bíblia. Desenvolveu um trabalho de "Jornalismo Investigativo Bíblico", é autora dos livros Derrubando Mitos e Apocalipse Investigado. Seus temas envolvem missões transculturais, Igreja Perseguida, teorias científicas, escatologia e análises de textos bíblicos.

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