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Estudos Bíblicos

Dádivas, privilégios e responsabilidades na Nova Aliança

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 9 do trimestre sobre “A supremacia de Cristo”

Tiago Rosas

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Véu se rasgando. (Foto: Reprodução)

Hoje daremos continuidade e também findaremos o ciclo de estudos na carta aos Hebreus que compara a antiga com a nova aliança.

Agora, entretanto, desenvolveremos nosso estudo sobre o tripé: dádiva, privilégio e responsabilidade. Nosso capítulo em estudo é o décimo capítulo de Hebreus, o qual alunos e professores devem mastigar bem antes da aula dominical. Bom estudo!

I. A DÁDIVA DA NOVA ALIANÇA

O evangelista Jimmy Swaggart diz que foram aproximadamente um bilhão de animais sacrificados no Antigo Testamento até os dias de Cristo. Não parece um número escandaloso, pois como cita o comentarista da Lição, José Gonçalves, “especialistas em cultura judaica, e na língua hebraica, afirmam que houve situações nas quais os filhos de Arão se gabavam de ficar cobertos de sangue sacrificial até os tornozelos”.

Entretanto, o que afirma o autor da carta aos Hebreus é que “é impossível que sangue de touros e dos bodes tire pecados” (Hb 10.4). Aqueles sacrifícios da antiga aliança não eram capazes em si mesmos de expiar a culpa dos pecadores, mas eram recebidos por Deus, dentro das condições por Ele estabelecidas, somente porque eram “a sombra dos bens futuros” (Hb 10.1), ou seja, apontavam para o sacrifício perfeito e que tem poder nele mesmo de purificar os pecadores: o sacrifício de Jesus Cristo.

Ele é “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”! (Jo 1.29) E o sacrifício de Cristo, diz João, nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7), e é suficiente para propiciação dos pecados de “todo o mundo” (1Jo 2.2).

Agora veja: um bilhão de animais sacrificados em tempos outrora não podiam purificar um só homem na Antiga Aliança, enquanto que o sacrifício de um só homem é poderoso para purificar 8 bilhões de habitantes no planeta terra hoje! Gosto do que dizia a matriarca do movimento metodista, a mulher por trás da mente disciplinada e profícua do jovem avivalista John Wesley, a sua mãe, Susanna Wesley (séc. 18).

Susanna dizia que os méritos da morte de Cristo não são esgotados por aqueles que são salvos, mas “se houvesse tantos mundos para salvar quanto a onipotência pudesse criar, um único sacrifício de si mesmo seria suficiente para salvar todos” (1). Claro, não sou adepto da teoria do multiverso (muitos universos), mas ainda que houvesse outros mundos, de fato, o único sacrifício de Cristo seria capaz de alcançar todos pecadores onde quer que eles estivessem! Estavam certos os nossos irmãos que diziam: “o sangue de Jesus tem poder”. De fato, tem poder, e é imensurável!

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de quatro livros: A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira (2016), Biblifique-se: formando uma geração da Palavra (2018), Reflexões contundentes sobre Escola Bíblica Dominical (versão e-book, 2019), e Poder, poder pentecostal: reafirmando nossa doutrina e experiência, à luz das Escrituras Sagradas (lançamento previsto para final de 2019).