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Como perdoar? 7 lições que você precisa entender sobre o perdão

Como perdoar? A história de José, do Egito, tem valiosas lições para lhe ajudar.

Ramon Tessmann

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Mãos abertas segurando um girassol (Lina Trochez / Unsplash)

Como perdoar alguém? Como perdoar uma traição? Como perdoar a si mesmo? Por que perdoar uma pessoa? Como saber mais sobre perdão na Bíblia?

Antes de começar a escrever sobre o assunto, Deus me levou à história de José, um dos exemplos mais lindos e profundos sobre perdão das Escrituras. Sua história é contada a partir de Gênesis 37.

Quem era José? O filho mais novo e amado de Jacó, uma pessoa que teve sonhos divinos revelando sua missão e, por conta disso, aos 17 anos foi lançado em um poço e vendido como escravo pelos próprios irmãos.

É a partir do poço que retiraremos 7 preciosas lições sobre como lidar com ofensas, feridas, dívidas abertas e cura.

1. Você será lançado no poço

Ser lançado no poço não é exclusividade de José. Todos nós seremos lançados no poço em algum momento da vida. Que poço é esse, Ramon?

É o poço da ofensa, da liberdade tolhida e da dívida que as pessoas farão conosco. Precisamos entender, entretanto, que a dor que Deus permite é a dor do crescimento e não da destruição, mesmo que cause angústia temporária:

[…] toda disciplina, ao ser aplicada, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza […] (Hebreus 12:11)

Em vez de você reclamar porque foi lançado no poço da ferida, por que você não tenta enxergar de uma diferente perspectiva? É muito provável que o processo de cura leve você para um nível mais elevado na .

2. No poço, não esqueça seu destino

Se José sabia que Deus era com ele e a missão que iria cumprir, nós devemos saber que Deus é conosco e que estamos caminhando para a vida eterna com Cristo e isso deveria mudar nossa perspectiva com relação ao perdão.

Esquecemos que a Nova Jerusalém é um lugar puro, perfeito, de infinito amor, felicidade e plenitude de vida. Um lugar tão vibrantemente especial que é impossível descrever com nossas linguagens e mentalidades limitadas.

Quem está indo para lá é quem demonstra uma natureza perdoadora, dentro de um processo de crescimento espiritual gradual.

Deus nos perdoou de uma grande dívida e agora aprendemos a perdoar as pequenas dívidas que as pessoas fazem conosco diariamente. Nossa vida é liberar perdão!

3. No poço, não se considere “bom” o bastante

José não se considerou bom o suficiente para não esquecer a dívida que os irmãos tinham com ele. Mais à frente, quando se revelou aos irmãos, desceu da posição de governador do Egito e, chamando os irmãos para perto, se colocou no nível deles para abraçá-los (Gênesis 45).

Que coração humildemente elevado!

Esse é um dos maiores motivos de não perdoarmos: o orgulho de nos consideramos “bons o suficiente”. Frequentemente, classificamos as pessoas como “boas” ou “ruins”.

4. Não esqueça sua identidade

José tinha certeza que Deus era com ele.

Ele sabia de sua identidade em Deus, por isso as dívidas abertas contra ele não o tiraram do caminho.

Uma pessoa precisa estar muito segura com relação à sua identidade para revelar previsões tão ousadas em meio a um ambiente tão hostil.

5. Aproveite as oportunidades de perdão

Já aconteceu alguma vez de você pôr a meia, calçar o tênis e depois de um tempo perceber que tinha ficado uma pequena pedra dentro da meia?

Uma vez aconteceu comigo e isso me perturbou o dia todo. Por preguiça ou negligência (tirar tênis e a meia para tirar a pedra ia dar um trabalhão) eu deixei aquilo de lado e o dia inteiro a pedra ficou incomodando.

Não era um incômodo tão grande, mas era persistente.

A falta de perdão é como uma “pedra no sapato”. Aquele problema fica ali pendente, machucando e tirando sua paz. Você até consegue viver com aquilo, mas incomoda.

Você precisa aproveitar as chances de acerto que a vida (ou o Senhor) providencia!

José aproveitou a oportunidade que teve de se acertar com os irmãos. Imagine por quanto tempo isso o incomodou! Quando teve a oportunidade ele a agarrou com os dois braços.

6. Você não foi criado para morar no poço

Uma lição que aprendi sobre feridas e perdão é essa: uma grande ferida exige mais tempo para curar e cicatrizar.

Dependendo da forma como ofenderam você, é normal haver um tempo maior para cura (semanas, meses e, como no caso de José, se passaram anos).

Passou um bom tempo até acontecer o acerto final entre José e seus irmãos (mais de 13 anos). Portanto, em alguns casos não adianta acelerar o processo, mas não atrase.

Se por um lado devemos esperar um certo tempo até o acerto, por outro não podemos nos acostumar a ficar no poço. Você até pode ser lançado no poço, mas não nasceu para morar no poço!

7. O poço prepara você para um legado maior

É muito interessante ver como José tinha consciência da soberania de Deus em todas as situações difíceis que passou.

Em nenhum momento ele imputou culpa aos irmãos por ter sido lançado no poço e ter sido vendido como escravo. Muito pelo contrário, ele afirma que foi Deus quem o havia trazido para o Egito.

As dores que você vencer serão a ignição de histórias lindas e abençoadoras, que poderão tocar muitas pessoas no futuro. Por isso, digo: vale a pena lutar pelo acerto. O perdão vale a pena!

Nunca mais esqueça: o poço prepara você para um legado maior do que você imagina. Que o Senhor lhe ajude a liberar perdão e se acertar com quem precisa.

Casado com Amanda e pai da Laura. Formado em administração de empresas, empreendeu vários projetos exitosos na internet como a agência Blueberry, escola Aprenda Piano e treinamentos sobre marketing digital e negócios. Com dez livros publicados, é palestrante, músico, leitor voraz, mentor e pastor em Criciúma. Ramon tem como missão despertar as pessoas para o seu propósito para que vivam uma vida intensa e relevante

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