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Vaticano se opõe contra proposta de lei de discriminação LGBT da Itália

Na última quinta-feira a Santa Fé entregou uma nota verbal informalmente ao embaixador italiano.

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Papa Francisco
Papa Francisco (Foto: Reprodução/Vaticano)

O Vaticano apresentou um protesto diplomático contra um projeto de lei da Itália que puniria a discriminação e o discurso de ódio baseado na orientação sexual e identidade de gênero, uma ação que muitos dizem ser inédita.

Assim, a Santa Fé discordou do Parlamento italiano que está considerando aprovar a lei Zan, como é conhecida, de acordo com as informações da Agence France Press nesta terça-feira.

A argumentação do Vaticano é que tal proposta viola a Concordata, um tratado bilateral entre a cidade-estado e a nação da Itália, censurando a liberdade dos católicos em preservar e expressar as suas crenças.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, a carta da Santa Fé, intitulada “nota verbal” foi entregue de maneira “informal” ao embaixador italiano na quinta-feira.

“É um ato sem precedentes na história das relações entre os dois estados – ou, pelo menos, não há precedentes públicos”, noticiou o jornal Corriere della Sera.

A carta teria sido apresentada pelo arcebispo Paul Richard Gallagher, o ministro das Relações Exteriores do Vaticano, segundo o diário italiano.

Preocupação com a liberdade religiosa

Há uma crescente preocupação em relação aos católicos terem que enfrentar consequências legais, caso a lei seja aprovada, se expressarem suas opiniões religiosas sobre a comunidade LGBT.

No entanto, a carta alega que tal projeto de lei ameaça a liberdade de organização e pensamento do Vaticano, e também se opõe ao dia nacional contra homofobia e transfobia nas escolas, no dia 17 de maio.

Em contrapartida, os defensores do projeto afirmam que o Vaticano está errado na sua posição e é uma tentativa de interferir na política italiana.

Sob esse ponto de vista, o legislador gay de centro-esquerda que patrocina o projeto, Alessandro Zan, tuitou que de forma alguma o texto restringe a liberdade de expressão ou liberdade religiosa, respeitando a autonomia de todas as escolas.

“Não pode haver interferência estrangeira nas prerrogativas de um parlamento soberano”, disse Zan em outro tweet, segundo o The Christian Post.

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