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Opinião

Star Wars: A Ascensão Skywalker e a busca pela Luz

O que seria da arte sem os princípios da fé cristã.

Carlito Paes

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Daisy Ridley e Adam Driver em Star Wars: A ascensão Skywalker. (Foto: Divulgação / Lucasfilm)

Para alegria de muitos — reservando as críticas de cada fã naturalmente — está em cartaz o nono filme da franquia criada por George Lucas: Star Wars: A Ascensão Skywalker.

Inicialmente conhecida no Brasil por Guerra nas Estrelas, a saga que durou cerca de 42 anos estreou nos cinemas no mês passado com grande sucesso e muito bem produzido pela Disney Studios, é um filme envolvente e intenso do início ao fim. E acaba de declarar a arrecadação de U$ 1 bilhão em menos de 1 mês de exibição.

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Eu tinha apenas 7 anos, quando estreou o primeiro episódio da saga, e como meus filhos, amo cada episódio. Após 42 anos, oito filmes, dois spin-offs em longa-metragem e séries de TV, podemos resumir o último filme da saga iniciada por Luke, Leia, Chewbacca, os androides e Han Solo em uma frase: “homenagem ao legado”.

Apesar da perda de Carrie Fisher (1956-2016) a produção destaca sutilmente a intérprete da General Leia Organa com minutos de tempo de tela filmados previamente e recursos de computação gráfica. A Ascensão Skywalker é um belíssimo filme em homenagem aos fãs, ao elenco e ao legado do universo de George Lucas.

Não é preciso ser um cristão evangélico, teólogo ou estudante da Bíblia para perceber os princípios e conceitos bíblicos em Star Wars. Não identificamos a citação ou culto a algum ser divino direto, o mais próximo disso é a “força”, que não é uma divindade.

Mesmo assim, existe um conceito de religião: o maniqueísmo — filosofia religiosa que divide o mundo entre o bem (luz) e o mal (sombras). Cada ser em Star Wars pende para um dos lados, os Jedi, seguidores e mestres do lado luminoso da força e os Sith, adeptos do lado sombrio.

Além do maniqueísmo, Star Wars teve bastante influência do cristianismo, neste último episódio é evidente a mensagem sobre identidade, relacionamentos as sequelas da falta de paternidade, a busca pelo poder e do perdão. Outra mensagem bastante presente é sobre nunca retribuir o mal com o mal, mas sim, sempre permanecer do lado da Luz.

Quando Rey (Daisy Ridley), está diante do terrível Palpatine, ela poderia matá-lo, mas não o faz, assim como Jesus, sendo castigado diante de Herodes, ele poderia atingi-lo, mas não o fez porque o destino ao mal quem vai dar é o Pai.

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O longa aborda conceitos de família que sempre permearam o enredo da trama: a família em que se nasce, a que te escolhe e a que você escolhe para si. Isto é, um final épico para os Skywalker.

A meta é conquistar o equilíbrio do universo — sempre disputado entre Jedis e Sith, mas no final das contas, fazer de Luke, Leia e agregados aparar as arestas da galáxia é o que todo mundo espera e é o que será entregue. Sem falar nos efeitos visuais e sonoros impactantes.

Se você ainda não assistiu, aproveite as férias e vá, além do filme, lembre-se que: no cinema ou na vida real a justiça e a honestidade sempre vencerão; escolha o lado da Luz e deixe o lado oculto da vida, priorize sua família ne seus bons relacionamentos, porque isto é que importante.

Enfim, por mais que a sociedade pós cristã não reconheça, o que seria da arte, da música, da vida em sociedade sem os princípios da fé cristã e os valores da Palavra de Deus, que ao contrário do que muitos pensam, não nos limitam, nos protegem.

Carlito Paes, pastor Batista, Palestrante e Escritor. Bacharel e Mestre em Teologia, Pastor Líder da Igreja da Cidade em S. J. dos Campos-SP. Fundador da Rede de Igrejas da Cidade e da Rede Inspire de Igrejas, autor de 26 livros públicados pelas Editoras Vida e Inspire e fundador de diversas organizações ministeriais como Colégio Inspire! Escreve semanalmente para o Jornal O Vale e para o Gospel Prime, casado com Leila Paes, pastora e psicóloga, vivem em SJC desde de 1997 com 4 filhos!

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