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igreja perseguida

Partido Comunista da China ameaça 7 igrejas católicas de Hong Kong

Os cancelamentos partem da lei de segurança nacional imposta pela China e aprovada ano passado em Hong Kong.

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Hong Kong
Hong Kong (Foto: Jamie Street)

Na última quinta-feira, cartazes ameaçando sete igrejas católicas de Hong Kong que iriam celebrar a missa para comemorar o 32º aniversário do Massacre de Tiananmen de 1989 pelo Partido Comunista Chinês, foram encontrados na frente de seus prédios.

As mensagens fixadas traziam a imagem do cardeal Joseph Zen, ex-bispo de Hong Kong que apoiou o movimento pela democracia e alertava que reuniões públicas em memória do Massacre de Tiananmen é contra a lei de segurança nacional, aprovada polemicamente no ano passado.

Acredita-se que as ameaças vieram por parte de um grupo pró-PCC.

Mesmo assim, a Comissão de Justiça e Paz da diocese da cidade comunicou que as missas irão acontecer como foi planejado.

Outra homenagem é proibida pelas autoridades

Da mesma forma, uma vigília anual à luz de velas do dia 4 de julho que iria acontecer na sexta-feira, realizada para lembrar o sacrifício de milhares de cidadãos chineses que exigiam liberdade e democracia em 1989, foi proibida pelas autoridades de Hong Kong.

De acordo com o The Wall Street Journal, milhares de pessoas em Hong Kong desafiaram os avisos de proibição e participaram da vigília à luz de velas, caminhando em direção ao Victoria Park, lugar onde celebram todos os anos, por volta das 20h muitas pessoas ergueram as lanternas de seus celulares.

Na manhã de sexta-feira, o organizador da vigília e também vice-presidente da Aliança de Hong Kong que apoia os Movimentos Democráticos Patrióticos da China, Chow Hang Tung, foi preso pela polícia, segundo o The Telegraph.

A lei de segurança nacional foi implementada em Hong Kong no ano passado, uma imposição da China continental depois de atrasar as eleições e evitar que os candidatos pró-democracia vencessem.

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump colocou sanções contra autoridades e bancos chineses e encerrou o tratamento especial com Hong Kong, depois que Carrie Lam, chefe executivo aprovou a nova lei de segurança, de acordo com o The Christian Post.

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