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estudos bíblicos

O que a Bíblia diz sobre o aborto?

Conceitos bíblicos e as implicações éticas do aborto

Tiago Rosas

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Mulher grávida e esposo seguram ultrassom do bebê (Kelly Sikkema / Unsplash)

Aborto? Por que falar desta questão na igreja? O Dr. William Lane Craig responde: “O sangue de milhões de crianças inocentes clama a Deus, e os cristãos, de todos os povos, não podem se atrever a tapar os ouvidos, tornando-se insensíveis em relação ao clamor deles” [1].

Embora seja verdade que a iniquidade irá se multiplicar no mundo e o amor de muitos esfriará (Mt 24.12), não podemos ter um olhar contemplativo e indiferente em relação à crescente iniquidade e ao arrefecimento do amor, especialmente quando milhões de vidas inocentes são descartadas anualmente em todo mundo. Vidas de nossas crianças!

A Bíblia ordena: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados” (Pv 31.8).

As crianças que são abortadas todos os anos, e aquelas que estão no “corredor da morte” em clínicas abortistas mundo afora, não podem se defender; elas precisam da nossa voz.

Aborto: conceito geral e bíblico

O que é

O comentarista da Lição, Dr. Douglas Baptista, apresenta um breve e suficiente conceito geral de aborto: “o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou feto” [2].

Contudo, apropriadamente, o pastor Claudionor de Andrade ressalta que “faz-se necessário diferençar [em termos práticos e morais] o aborto espontâneo do provocado” [p. 53]. Eis a diferença, nas palavras deste teólogo pentecostal:

– Aborto espontâneo: ocorre sem qualquer intervenção externa, sendo ocasionado por diversos fatores, entre os quais a baixa vitalidade do espermatozoide (causa paterna) afecções na placenta (causa maternal) e a morte do feto por infecções sanguíneas (causa fetal).

– Aborto provocado: nessa categoria, acham-se o chamado aborto terapêutico e o criminoso. O primeiro é recomendado pelos médicos quando a mãe corre risco de vida, e o segundo dá-se quando se interrompe a gravidez por motivos egoístas e fúteis. Nosso foco de estudo hoje é no aborto provocado, o qual consideramos imoral e pecaminoso, mas com uma ressalva que faremos no último tópico de nosso estudo.

Estatísticas sobre aborto

As estatísticas sobre aborto no Brasil, e receio que no mundo inteiro, são controversas e certamente impossíveis de precisar, até mesmo pelo fato de que nem toda mulher que aborta o faz pelas vias legais ou mediante acompanhamento médico. Há quem especule que o número de abortos praticado no Brasil varie entre um milhão a um milhão e meio por ano. Geralmente esses números mais elevados são apresentados pelos defensores da descriminalização do aborto (Pró-escolha). Os que são contrários ao aborto e favoráveis à proteção da criança desde a concepção (Pró-vida), geralmente apresentam números bem mais modestos que andam ali pela média dos cem mil abortos anuais. Seja como for, é um número altíssimo de inocentes tendo seu direito de viver negado por suas próprias mães!

Em estatísticas globais, segundo o médico Raul Marinho Jr. [4], uma estimativa recente da Population Crisis Committee aponta que cerca de 40 milhões de abortos induzidos são praticados anualmente no mundo, isto é, uma em cada quatro gravidezes. Entretanto, precisamos ser “prudentes como as serpentes” (Mt 10.16) ao lidar com estes números, especialmente em vista do possível exagero, que interessa em muito às entidades interessadas na legalização do aborto. Explico.

Segundo reportagem veiculada no portal Gazeta do Povo [5], a professora do Instituto de Ciências Biológicas da UnB (Universidade de Brasília) e presidente do Movimento Brasil sem Aborto, Lenise Garcia, acredita que a divulgação de dados inverídicos é “uma estratégia que vem sendo utilizada em vários países para pressionar os governos para a legalização do aborto” e cita como referência os dados do Uruguai. “Antes da legalização estimava-se que eram feitos 33 mil abortos naquele país. Depois da mudança da lei foram [registrados] cerca de 4 mil procedimentos, que estão aumentando a cada ano. Isso não quer dizer número de abortos caiu após a legalização, mas mostra que de fato havia um número inflado, exagerado”, concluiu Garcia.

O portal Estudos Nacionais [6], que é um projeto independente de pesquisa e estudo no âmbito da Geopolítica, Comunicação Social e opinião pública, também destaca que “comumente jornais e sites de notícias publicam matérias que falam sobre dezenas ou centenas de milhares de óbitos maternos devido aos abortos clandestinos no Brasil. A ONU, organismo interessado na legalização do aborto em todo o mundo com foco no controle populacional, também busca trabalhar com números especulativos exorbitantes visando alarmar a população para um suposto problema de saúde pública e com isso ‘legitimar’ o discurso pró-legalização do aborto”.

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de quatro livros.

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