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Estudos Bíblicos

O debate é importante?

Não é simples disputa de conhecimentos

Artur Eduardo

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Microfone. (Foto: Aryan Singh / Unsplash)

O meio evangelical nacional tem visto, nos últimos meses, um crescimento significativo de debates. São muitos, em várias frentes. Com “frentes”, refiro-me a grupos, nos quais há sempre os mais dispostos a exercerem seu direito de conversar, opinar, explicar, convencer.

Há quem veja os crescentes debates com maus olhos; pensam que o debate, em si, é algo ruim, pois necessariamente leva à desunião.

Particularmente, discordo deste ponto de vista, mas reconheço que há alguns pontos que precisam ser vistos por aqueles que se propõem a um bom e salutar debate. Vejamos o que o debate não é:

Debate não é mera tentativa de convencimento

É claro que aqui me refiro ao debate nos moldes mais nobres, ideais. Em todo o debate, normalmente, tenta-se convencer o(s) interlocutor(es) ou a audiência.

Mas, se estamos sinceramente buscando parâmetros verdadeiros, nosso alvo deve ser dialético, e não meramente retórico ou o que é pior, sofístico.

O debate dialético era, digamos, mais “bem visto” entre os gregos, como tarefa filosófica nobre, pois seu objetivo é a busca da verdade através da investigação racional e, obviamente, por meio do diálogo.

A retórica por sua vez busca o convencimento, porém, como defenderia o filósofo grego Aristóteles, não pelo convencimento em si, mas como meio e melhor se instrumentalizar a defesa da verdade. Já a sofística, não: aqui, a palavra denota esperteza, jogo de palavras com o intuito de se vencer um debate sem necessariamente ter razão.

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