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devocional

Cântico de louvor e gratidão

O Magnificat está descrito com detalhe no Evangelho de Lucas.

José Brissos-Lino

em

Gratidão
Gratidão (Snapwire/Pexels)

Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões

O texto bíblico de Lucas 1:46-55 fala-nos do cântico de Maria na anunciação do anjo (Magnificat). Este cântico reflete diversas passagens do Antigo Testamento, incluindo a referência à Canção de Ana (I Samuel 2:1-10). Consideraremos esta canção como um modelo do cântico de louvor e gratidão a Deus.

Num contexto histórico em que Israel estava há muito à espera do Messias anunciado pelos profetas hebreus, Maria sentiu-se imensamente grata por ter sido honrada com a escolha divina para dar à luz o Messias de Israel e o Salvador do mundo.

Embora as palavras de muitos outros cânticos referidos na Bíblia não tenham ficado registados para a posteridade, o Magnificat está descrito com detalhe no Evangelho de Lucas, o que nos permite estudar as suas características enquanto modelo de cântico de louvor e gratidão, o qual:

Engrandece o Senhor

Maria começa por honrar e elevar o nome de Deus: “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor” (v46). Serão as nossas canções de louvor que cantamos nas igrejas assim tão centradas em Deus, ou mais em nós?

Produz alegria no adorador

Não há adoradores abatidos. Quando começam a louvar a Deus vem sobre eles a alegria do Senhor: “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (v47).

Traz humildade ao crente

A verdadeira adoração estimula um espírito humilde: “Porque atentou na baixeza de sua serva” (48a). Os altivos e os soberbos não louvam a Deus de forma genuína.

Sabe que a bênção de Deus permanece

O adorador tem consciência de que a bênção divina não é localizada no tempo, mas permanente: “Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (v48b). Um cristão não pode viver à custa das bênçãos recebidas no passado. Quem vive do passado é museu…

Não se cansa de reconhecer o poder e a santidade de Deus

Maria não esquece as graças recebidas pelo seu povo nem o carácter santo de Deus: “Porque me fez grandes coisas o Poderoso. E santo é seu nome” (v49); “Com o seu braço agiu valorosamente. Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações” (v51);

Exalta a permanente misericórdia de Deus sobre os seus filhos

Sabemos bem que nada somos a não ser pela misericórdia divina: “E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem” (50);

Proclama o Senhor como Deus de justiça e provisão

Deus é justo e compraz-se na justiça, por isso abomina toda a espécie de injustiça entre os homens. Está particularmente atento aos mais pobres e fragilizados: “Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos” (52-53);

Confirma que Deus responde à oração dos seus filhos e cumpre as promessas que faz

Este é o testemunho de Maria: “Auxiliou a Israel seu servo, recordando-se da sua misericórdia. Como falou a nossos pais, para com Abraão e a sua posteridade, para sempre” (54-55).

Note-se que o louvor e gratidão endereçados a Deus não têm que ver apenas com as bênçãos individuais recebidas, mas sim com todas as bênçãos, para todas as pessoas. Precisamos de valorizar a dimensão colectiva da . Nunca esqueçamos que, segundo a famosa oração do Pai Nosso, o Pai não é meu mas nosso, o pão não é meu mas nosso, o perdão não é meu mas nosso…

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Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

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