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testemunhos

Educação por princípios bíblicos quer transformar o Brasil

AECEP tem capacitado escolas e professores para atuar no país.

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Roberto Rinaldi
Roberto Rinaldi (Foto: Reprodução/Arquivos Pessoais)

Formado em Engenharia Eletrônica, com especialização na Inglaterra, MBA em Marketing, e Mestrado em Liderança Organizacional, Roberto Rinaldi Júnior preside a Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios (AECEP), que busca transformar a Educação.

Casado há 37 anos com Ana Beatriz, com quem teve três filhos, Gabriel, Isabel e Ana Lídia, que lhe deram 4 netos, Rinaldi está há 25 anos em frente à AECEP, buscando transformar a Educação no país.

Fundada em 1997 na cidade de São Paulo, a partir de uma demanda de escolas cristãs de várias localidades, a organização não governamental liderada pelo pastor conta com escolas e educadores associados na maioria dos estados brasileiros, crescendo continuamente.

O objetivo da AECEP é estruturar, organizar e compartilhar conceitos e práticas pedagógicas e de gestão escolar em em Abordagem Educacional por Princípios produzidos por seus fundadores, capacitadores e associados.

Através de eventos nacionais e regionais ela dissemina estes conhecimentos e busca fortalecer os relacionamentos das escolas associadas, sendo a entidade responsável pela Abordagem Educacional por Princípios no Brasil.

A Abordagem Educacional por Princípios é uma Abordagem de ensino e aprendizagem que parte do raciocínio sobre verdades bíblicas, identifica os fundamentos do conhecimento e conduz à reflexão de causa-efeito, visando produzir entendimento realizador e caráter cristão.

Com exclusividade ao Gospel Prime, Roberto Rinaldi falou sobre Educação, desafios e projetos.

Leia a entrevista na íntegra:

Por que nossa educação tem tido resultados tão negativos? 

Podemos ouvir muitas pessoas dando muitas explicações, porém normalmente elas tratam  de efeitos ou sintomas, e não das causas. A educação no Brasil, falando de sistema público principalmente, na medida em que o Estado assumiu essa responsabilidade, foi  historicamente orientada ao pragmatismo, à política e à ideologia, e não a cultivar o  desenvolvimento do indivíduo em sua plenitude.

Assim, temos o modelo de escolas como  fábricas para conformar o aluno às demandas industriais, o viés ideológico da abordagem que reduz o conhecimento objetivo e a superação para não discriminar os menos favorecidos,  e ainda o uso da educação para atender a agenda particular do governo dominante e  perpetuá-lo. Tudo isso reduz o propósito e o alcance da educação.

O Brasil gasta  relativamente bem com educação, porém esteve mais entretido em apresentar programas  partidários e produzir estatísticas quantitativas do que realmente formar as capacidades do  indivíduo para se desenvolver plenamente, entender o mundo objetivamente e usar seus  talentos produtivamente para torná-lo melhor, sentindo-se valorizado com isso.

Nosso padrão  educacional é muito baixo no ensino básico em geral, evoluímos a passos lentíssimos como  nação, o professor é pouco valorizado, e essa cultura acaba permeando as faculdades de  pedagogia que os formam.

Enfim, é um círculo vicioso, que se desdobra nos indicadores  nacionais vergonhosos da nossa educação, como essas que compilei para uma de nossas  Conferências anuais:

– No ritmo atual, levará 260 anos para alcançar a pontuação de Leitura de países ricos e 75  anos para a de Matemática (PISA, 2018)

– 49% dos professores de educação básica não recomendam a profissão (Todos pela  Educação, 2017)

– 52% dos jovens perderam interesse pela escola e 62% não estudam no ano adequado  (Banco Mundial, 2018)

Como podemos reverter esse quadro a médio e longo prazo? 

Creio que para mudar mesmo precisaria haver uma conscientização geral sobre a situação e o que está errado com nossa educação, a partir das lideranças sociais, eclesiásticas e públicas, em torno de um interesse genuíno em juntos desenvolver a próxima geração para  o país que desejamos construir.

Sim, não podemos colocar expectativa só no governo, deve  ser responsabilidade primeiro das famílias, das igrejas e dos empresários também. Não  adianta estar escrito na nossa bandeira Ordem e Progresso, se não formamos um povo que  pensa e age coerentemente com esse ideal, que tem referenciais objetivos sobre os fatores  que afetam a vida e a sociedade, e os valores que as sustentam. Sem essa visualização do  bem que desejamos e nos inspira e o entendimento das relações de causa e efeito que  propiciam chegar lá, não há mudança sustentável.

Bem, no médio prazo diria que isso poderia começar pelas igrejas, que no passado eram as  grandes responsáveis pela educação, e que tem condição de entender a necessidade de  investir na formação plena do indivíduo, para refletir a glória de Deus com boas obras.

Vários  estudos mostram a importância da participação dos pais no desempenho do aluno, e a Bíblia  coloca essa missão de educar prioritariamente para eles. Como igrejas são feitas de famílias, estas seriam instruídas para assumirem sua responsabilidade na educação, diretamente,  junto às escolas de confiança e às próprias igrejas.

Somos um país que tem mais de 85% da população que se diz cristã, portanto, creio que seria uma forma valiosa para iniciar o  movimento pela mudança na qualidade e no propósito da educação.

O que é a Abordagem Educacional por Princípios? 

A definição oficial usada pela AECEP é: “Abordagem de ensino e aprendizagem que parte do  raciocínio sobre verdades bíblicas e identifica os fundamentos do conhecimento, conduzindo  à reflexão de causa-efeito, e que visa produzir entendimento realizador e caráter cristão. Sua aplicação consistente contribui para formar erudição baseada numa cosmovisão cristã e  líderes servidores, aptos a cumprir o propósito de Deus com suas vocações”.

Não fomos nós  que criamos ou estruturamos a AEP, para isso temos parceiros nos EUA com quem  caminhamos há mais de 25 anos, mas continuamos desenvolvendo aqui dentro de uma  expressão local. Compreende filosofia, metodologia e currículo, com os seguintes  diferenciais:

– Filosofia (por quê): reconhece a soberania de Deus, a centralidade de Cristo, a autoridade  da Palavra, o valor da criança na perspectiva cristã, e a responsabilidade dos pais

– Metodologia (como): aplica princípios bíblicos e promove reflexão com passos lógicos, tem  abordagem tutorial e ferramentas para desenvolver competência e autogoverno com  responsabilidade

– Currículo (o quê): estrutura um caminho de crescimento coerente, em que cada disciplina  tem propósito e todas são integradas numa visão cristã providencial da história

De que forma a Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios contribui  com essa visão? 

Diante do que expus acima sobre o entendimento da educação e os problemas crônicos que  enfrentamos, contemplando uma perspectiva cristã, a AECEP existe para “apoiar o  desenvolvimento de educadores e escolas, para juntos com a igreja e comunidade, formarem  uma geração com caráter e competência, manifestando o valor do modelo educacional Bíblico  para edificar nações”.

A base para isso é a Abordagem Educacional por Princípios que  praticamos e promovemos, que teve sua origem a partir do estudo do modelo educacional  dos colonizadores na América até culminar na elaboração da sua Constituição Federativa,  que foi a primeira a reconhecer os direitos do indivíduo, promovendo um nível de liberdade e  prosperidade nunca experimentados antes.

Os princípios que regem essa Constituição e o  pressupostos de governo que foram estabelecidos, são alinhados com a Bíblia, e podem ser  identificados também no surgimento da humanidade criada por Deus. Podemos dizer que a  AEP é uma abordagem reflexiva e governamental, cultivando o entendimento e balizando o  conhecimento com princípios norteadores.

Quais têm sido os resultados alcançados pela AECEP ao longo dos últimos 30 anos? Hoje somos mais de 130 escolas associadas em vários estados do Brasil, oferecemos  treinamentos e disponibilizamos material de qualidade sobre AEP, fazemos missões  educacionais no Brasil e em vários países da África em contexto vulnerável, para mobilizar  transformações que abençoam famílias e as nações.

Em nosso país temos visto um exército  de professores abraçando essa visão, e com isso buscando qualificação e revisando sua  cosmovisão, engajados em apoiar as famílias na educação dos filhos e resistir as mazelas de  uma cultura relativista e secularizada. São dezenas de milhares de alunos, milhares de  professores, centenas de colaboradores, e multidões de alcançados missionariamente, para  fazerem diferença.

Infelizmente ainda não compilamos os resultados em termos de parâmetros nacionais, o que  esperamos fazer em breve. O que temos são muitos depoimentos de famílias, qualificação  reconhecida dos alunos que saem para outras escolas ou faculdades, e a observação da  maturidade crescente dos educadores que frequentam nossas conferências, trazendo  produções de qualidade.

Qual o grande desafio na promoção desta abordagem? 

Vou falar de alguns que temos percebido com mais frequência, que normalmente revelam  desconhecimento ou alguma experiência isolada:

– O fato de ser explicitamente confessional pode inibir os que ainda acreditam numa educação  neutra, como sendo a melhor solução acadêmica para seus filhos

– A percepção de que seu foco seja mais religioso do que promotor do desenvolvimento  intelectual e social com qualidade e foco em resultados

– A demanda implícita para a participação dos pais, uma vez que na AEP o educador  profissional é parceiro e não terceirizador da educação

– O pouco entendimento das lideranças das igrejas sobre seu papel na educação, sem  separar o secular do espiritual, mas dentro de sua missão de discipulado – A dificuldade das famílias para entender que educação de qualidade tem um preço, uma  vez que muitos foram doutrinados a acreditar que o Estado é seu provedor

Quem pode participar dos projetos da AECEP? 

A AECEP é um fórum que congrega associados como pessoas jurídicas focadas em prover  serviço educacional, afiliados como pessoas físicas que tem interesse em conhecer mais da  AEP e do que acontece em torno dela, conveniados como instituições missionárias e  educacionais em contexto vulnerável. Além disso temos vários parceiros, que são  desenvolvedores e fornecedores de produtos e serviços alinhadas com a AEP, que  complementam nosso portfólio e expandem nosso alcance. Temos treinamentos voltados  para pais e educadores domiciliares também.

Em nossas conferências todos podem participar, como o Workshop anual que acontecerá em  29 e 30 de outubro próximo, tanto presencial como online.  Afinal, educação é responsabilidade de toda uma geração para com a próxima.

O que os pais podem fazer para iniciar nesta abordagem educacional?

Adquirir alguma literatura disponível em nossa loja e com parceiros, fazer o curso Um Primeiro  Olhar, que é breve e online, ou outro específico sintonizado com seu interesse. Outra forma  é participar de nossos eventos online e principalmente da Conferência anual, como esta de  outubro, que será um verdadeiro portal de conhecimento e experiências em torno da AEP.

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