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Estudos Bíblicos

Adotados por Deus

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 11 do trimestre sobre “A obra da salvação”

Tiago Rosas

em

Pai e filho com a Bíblia nas mãos. (Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash)

No próximo domingo estaremos estudando uma doutrina pouco falada, mas muito importante no processo da nossa salvação. É a doutrina da adoção.

Nossos objetivos específicos com o presente estudo são: I. Apresentar o conceito bíblico e teológico de adoção; II. Explicar a adoção no tempo presente; III. Compreender a adoção plena no futuro. Bem-vindo a mais um estudo da Escola Dominical!

I. O CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

– conceito comum

Segundo o Novo Dicionário de Teologia, “A adoção é o estabelecimento legal de um relacionamento de parentesco entre duas pessoas reconhecido como equivalente a um baseado em descendência física” (1). Neste conceito temos uma definição comum, civil, da palavra adoção, que nos dá uma ideia, ainda que não perfeita, do que seja a adoção espiritual na família de Deus.

– conceito bíblico e teológico

O Dicionário Vine explica que o termo adoção no grego é huiothesia, palavra formada de huios, “filho”, e thesis, “posição”, cognato de tithemi, “pôr”, significa o lugar e condição de filho dados àquele a quem não lhe pertence por direito (2).

Segundo Henry Thiessen, “A doutrina da adoção é puramente paulina [do apóstolo Paulo]” (3). As bênçãos espirituais que Paulo associa à adoção, outros autores do Novo Testamento frequentemente associam com a regeneração e a justificação. A palavra huiothesia ocorre apenas cinco vezes no Novo Testamento, e todas elas nos escritos do apóstolo Paulo: Romanos 8.15,23; 9.4; Gl 4.5; Ef 1.5. Uma vez, Paulo aplica o termo à Israel como nação (Rm 9.4); três vezes Paulo relaciona esta palavra às bênçãos experimentadas pelo crente já na vida presente (Rm 8.15; Gl 4.5; Ef 1.5); e uma vez para se referir à completa realização da adoção na vinda de Cristo e na eternidade (Rm 8.23).

O apóstolo João também fala da filiação divina que ganhamos por meio da fé em Jesus Cristo e da regeneração pelo Espírito Santo, mas não nos mesmos termos usados por Paulo. João diz que Jesus “veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.11,12). Para João, somente são feitos filhos de Deus os que receberem este “poder” (gr. exousia = poder de escolha, liberdade, permissão), portanto ele não é natural do homem; e somente recebem este poder de ser feito filho de Deus aqueles que creem em Jesus Cristo, que o recebem em seus corações pela fé. Como bem diz Walter Brunelli, “A presunção humana de achar que todos os homens são filhos de Deus não corresponde à verdade. Tornamo-nos filhos de Deus (porque não o éramos antes) ao recebermos Jesus como Salvador. Ninguém precisará jamais adotar um filho natural, porque já é filho. Deus (o Pai) tem apenas um Filho, o qual – por ser o único – é chamado de Filho Unigénito (Jo 3.16). Tornamo-nos filhos por adoção!” (4).

Se o homem fosse filho de Deus por natureza, então a doutrina da adoção seria uma grande farsa! Por natureza somos “filhos da ira” (Ef 2.3). Filhos de Deus somos em Jesus Cristo, por obra do Espírito Santo dentro de nós, que é o DNA de Deus que garante que somos de fato filhos de Deus. Como diz Paulo, “recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15).

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de quatro livros: A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira (2016), Biblifique-se: formando uma geração da Palavra (2018), Reflexões contundentes sobre Escola Bíblica Dominical (versão e-book, 2019), e Poder, poder pentecostal: reafirmando nossa doutrina e experiência, à luz das Escrituras Sagradas (lançamento previsto para final de 2019).

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