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opinião

Creio num Deus que dança

Crer num Deus que dança é acreditar que na nossa noite, de terrores e solidão, não estamos sós.

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Mulher em momento com Deus
Mulher em momento com Deus (Foto: Barbara Jackson/Freepik)

Elie Wiesel escreve no seu livro “The Night” (A Noite) sobre a terrível experiência no campo de morte nazista, Auschwitz. Há um relato especialmente doloroso em que os nazistas condenam à morte por enforcamento 3 pessoas por roubarem um pedaço de pão. Eram 2 homens e um menino – que “se mantinha lívido, quase calmo, mordendo os lábios. A sombra da força projetava-se sobre ele”.

Os 3 condenados subiram para as cadeiras. Os 3 pescoços foram introduzidos nos nós corrediços. “Viva a liberdade” – gritaram os 2 homens. O menino calado. A um sinal do chefe do campo de morte, as 3 cadeiras foram derrubadas. Silêncio absoluto.

No horizonte um sol a pôr-se. “Onde está o bom Deus?”, alguém perguntou. Os dois homens morreram rápido. Mas a terceira corda não estava imóvel. O menino era tão leve que a corda não lhe quebrou o pescoço. Por mais de meia hora o menino ficou lutando entre a vida e a morte. Agonizando. Em dor extrema. A mesma voz perguntou: “E então, onde está o bom Deus?” É aí que Wiesel escreve ter sentido naquele momento uma voz dentro de si que respondia: “Deus está ali. Ei-Lo, pendurado naquela corda!”

É um mistério que nunca entenderemos: Deus, em Cristo, montando entre nós a Sua tenda (tabernáculo) e fazendo deste mundo tenebroso Sua morada. Ele encarnou! Os demônios detestam esta verdade. Ele encarnou! Fez questão de não ficar levitando no cosmos, mas tornou-se carne e osso por amor.

O Deus Bíblico é um Deus que se relaciona conosco. Ele se envolveu, Ele se envolve. Sofre com nosso sofrimento e se alegra com a nossa alegria. Deus estava pendurado naquela corda, sentindo a dor daquele menino porque de forma integral Ele estava em Cristo pendurado na Cruz. Na cruz Deus resolveu todos os dilemas humanos.

Nietzsche enfatizava que “nunca acreditaria num Deus que não dance”. Também não. Sofonias 3.17 revela-me um Deus que se alegra, se regozija e dá “brados de júbilo”. Um Deus que pula, grita e dança. Um Deus suiço – neutro – que não se comove com as nossas histórias de vida, não é o Deus Bíblico.

Creio num Deus que coloca a mão na massa, um Deus engajado. Susceptível de ser achado pelos nossos motores de busca, para ser adorado com as nossas persistentes imperfeições. Um Deus que se deixa levar de forma canina pela nossa amizade (des) leal – tantas vezes na pele de Pedro com denúncias de galo a ecoar nos sentidos. Todavia, as nossas frágeis tentativas de aproximação são pontes de corda lançadas sobre o abismo dessa possibilidade imensa em forma de Cruz.

Crer num Deus que salta, pula e dança é acreditar que Deus está em cada corda suspensa nas vítimas da violência que nos esmagam. Crer num Deus que dança é acreditar que na nossa noite, de terrores e solidão, não estamos sós. Não estamos sós na ressaca da esperança.

Porque o Deus Bíblico (1) é um guerreiro poderoso que “está nos meio de nós, Poderoso para nos salvar”; Ele (2) é cheio de prazer delicioso, e “se deleitará< em nós com alegria”; Ele nos rodeia de (3) amor silencioso, pois “calar-se-á no Seu amor por nós”; e (4) rebenta em cântico jubiloso, ao “regozijar-se em nós com júbilo” – Sofonias 3.17.

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Formou-se em Teologia na Inglaterra, exerceu trabalho pastoral durante 25 anos em Portugal e vive há 12 anos no Brasil onde ensina Inglês como segunda língua.

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