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estudos bíblicos

Cântico de libertação e vitória

O cristianismo é a única religião que canta canções de alegria porque Jesus está vivo.

José Brissos-Lino

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Jovens durante louvor e adoração. (Foto: Hannah Busing / Unsplash)

A grande questão que se coloca hoje é se a Igreja está a cantar em consonância com o espírito deste cântico, ou apenas canta estados de alma, sem a exaltação das características e do poder de Deus e sem proclamar a dimensão da eternidade.

Como se pode ler no Salmo 96, o povo de Deus é um povo que canta. Desde o Antigo Israel até à eternidade. Em diversas situações, positivas e negativas. Cânticos de vitória, de libertação, de louvor e gratidão, de confiança, mas também do exílio, de apostasia, de tristeza e de paixão. Mas o cristianismo é a única religião que canta canções de alegria porque Jesus está vivo!

Um dos mais antigos cânticos do Antigo Testamento é o cântico de libertação e vitória de Moisés e Miriam (Êxodo 15), na sequência do livramento da morte pelo exército do faraó, na passagem do Mar Vermelho. Provavelmente não seria possível ir por terra devido à animosidade dos filisteus na época, e o povo hebreu terá ficado encurralado entre a cavalaria egípcia e o mar. Foi então que experimentou o poder divino no milagre da separação das águas, o qual lhe permitiu passar a pé enxuto para a península do Sinai, ficando a salvo da ira do faraó, enquanto o mar se voltou a fechar e destruiu aquela força militar.

Que características apresenta esta canção?

Celebra a libertação: “Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro” (v 1);

Reconhece que é de Deus que vem a força, a alegria e a salvação: “O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação (2a);

Proclama fidelidade: “este é o meu Deus” (2b);

Promete-lhe culto: “portanto lhe farei uma habitação” (2c);

Não se confunde com outros deuses (2d): “ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.”

Reconhece o seu grande poder (v 3-10);

Testifica a sua singularidade – Ele é único (11): “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?”

Louva a benignidade do Senhor para com o seu povo (13): “Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade”;

Confia nas promessas de Deus (17): “Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram”;

Manifesta (18): “O Senhor reinará eterna e perpetuamente”;

Celebra com júbilo a libertação da escravidão no Egipto (20,21): “Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.”

Há momentos para celebrar o Senhor jubilosamente. Mas depois disto o povo andou três dias no deserto, sem água, e quando a encontraram não se podia beber. Seria o princípio duma longa jornada…

A grande questão que se coloca hoje é se a Igreja está a cantar em consonância com o espírito deste cântico, ou apenas canta estados de alma, sem a exaltação das características e do poder de Deus e sem proclamar a dimensão da eternidade.

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Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

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