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Apolo, um modelo para o professor da Escola Dominical

A atuação do mestre Apolo é um exemplo para os ensinadores cristãos do século XXI

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Material de estudo da Bíblia
Material de estudo da Bíblia (Foto: Reprodução/Unsplash)

Poucos detalhes são apresentados nas páginas da Bíblia sobre Apolo, um dedicado obreiro dado por Deus à igreja primitiva. Seu nome é mencionado de forma direta apenas sete vezes nas Sagradas Escrituras, o que não permite obter detalhes sobre toda sua vida. No entanto, por outro lado, o registro feito por Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos oferece preciosas informações de sua atuação como obreiro. Ao observar o ministério eficiente de ensino da Palavra que foi dado por Deus a Apolo, é possível obter lições inspiradoras para encorajar o professor da Escola Dominical da igreja do século XXI.

Um professor culto e com grande conhecimento das Escrituras

Apolo era natural de Alexandria (At 18.24), no Egito. Esta cidade era reconhecidamente um centro de educação, possuía uma universidade e uma grande biblioteca. Por ter crescido nesta cidade, alguns estudiosos dizem que Apolo “recebeu formação de nível universitário em retórica na grandemente valorizada educação grega”. A esse respeito, a versão NVI de Atos 18.24, o qualifica como culto e com grande conhecimento das Escrituras.

Em Atos 18.25 o nível de conhecimento de Apolo é reforçado pela expressão “ele era instruído [gr. Iogios] no caminho do Senhor”. Ao comentar sobre este versículo, Arrington diz que alguns eruditos traduzem esta palavra por “eloquente”, enquanto outros traduzem por “literato”. Portanto, pode-se dizer que Apolo era um hábil orador e alguém com amplo conhecimento.

O professor da Escola Dominical precisa possuir conhecimento das Sagradas Escrituras. Necessita manusear bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15). O educador cristão deve ser um modelo para os seus alunos (1 Tm 4.12), seu progresso deve ser notório (1 Tm 4.15). Como vai ensinar sobre o que não conhece? Como o aluno vai querer aprender, se não ver o desenvolvimento do seu professor?

Um professor que ensinava diligentemente e com grande poder

Embora conhecesse somente o batismo de João, o ensino ministrado por Apolo estava centrado na pessoa de Jesus e era realizado com diligência (At 18.25). O Mestre dos mestres, Jesus, também tinha como centro do seu ensinamento a sua própria pessoa. Foi assim o ensino que Ele diligentemente ministrou aos discípulos no caminho de Emáus “…começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lc 24.27) e os seus corações arderam (Lc 24.32).

Adicionalmente, o ensino da Palavra de Deus era realizado por Apolo com poder, sob a inspiração e autoridade do Espírito Santo. É importante dizer que o Mestre Jesus exercia o ministério de instrução com grande poder. Certa vez Jesus ensinou em uma sinagoga em Cafarnaum e seus alunos ficaram maravilhados por conta da forma com que Ele ensinava, pois diziam “O que é isto? Um novo ensino – e com autoridade! Até aos espíritos imundos Ele dá ordens, e eles lhe obedecem!” (Mc 1.27).

O professor da Escola Dominical vocacionado por Deus deve ensinar com diligência, bem como estar debaixo da inspiração e autoridade do Espírito Santo. Para isto, não deve apenas se dedicar ao estudo das Sagradas Letras, mas aplicar-se à oração e ao jejum.

Um professor disposto a aprender

Embora Apolo ensinasse com diligência e poder, sua mensagem ainda não estava completa, pois, só conhecia o batismo de João. Por este motivo, Priscila e Áquila, um casal de amigos leais que cooperaram muito com o ministério do apóstolo Paulo, ao ouvirem a mensagem de Apolo, lhe convidaram para sua casa. O proposito desta visita era lhe ensinar sobre tudo que havia acontecido com Jesus, passando pela Sua vida, morte e ressureição (At 18.26).

Ao compreender melhor sobre “o caminho de Deus”, Apolo passou a ser ainda mais bem sucedido no ministério. Isso fica evidente ao chegar em Acaia, pois agora ele passa a provar nas Sagradas Escrituras que Jesus é o Cristo. Com isso, pode-se afirmar o que disse Arrington: “Apolo deve ter sido ávido estudante e homem de profunda espiritualidade. Seu avanço no entendimento fica aparente”.

O professor da Escola Dominical deve ser humilde e estar disposto a obter instrução. Afinal, quem pode dizer que sabe tudo e que não tem mais nada a aprender? O professor precisa ser ávido pelo conhecimento das Escrituras, bem como pela leitura dos bons livros que outros sinceros e abdicados mestres tem escrito. Aqueles que foram chamados para servir a igreja através do ensino não devem ser preguiçosos e desinteressados. A própria Bíblia os exorta à dedicação: “…se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7). Quem não se assenta para aprender não pode se levantar para ensinar!

Um professor que trabalha na edificação e aperfeiçoamento da igreja

Ao chegar em Corinto, capital de Acaia, Apolo prossegue sendo uma benção para a igreja e muito útil, portanto, para fortalecer a dos irmãos (Atos 18.27). A eficiência de seu ministério é confirmada por Paulo em sua primeira epístola aos coríntios. O apóstolo que havia plantado esta igreja, reconhece que Apolo foi um instrumento de Deus para regá-la (1 Co 3.6), isto é, para cooperar com sua edificação e aperfeiçoamento.

O professor da Escola Dominical precisa ser um instrumento do Senhor para edificação e aperfeiçoamento da comunidade de fé através do ensino sistemático e didático das Sagradas Letras. Foi com este proposito que Jesus deu mestres à igreja (Ef 4.11). É dever do educador cristão cooperar para formação de crentes mais comprometidos, amorosos, obedientes e zelosos pela Palavra de Deus. É ainda função do professor inspirar seus alunos a se consagrarem na oração, no jejum e nas Sagradas Escrituras. Este ensinador deve se afadigar na sã doutrina, buscando, em sinergia com o pastor, proteger a igreja contra os falsos mestres e doutrinas perniciosas por estes são ensinadas (2 Pe 2.1).

Conclusão 

A atuação do mestre Apolo é um exemplo para os ensinadores cristãos do século XXI. É o Senhor quem dá mestres à igreja, entretanto estes precisam “amolarem seus machados na rocha que é Jesus” para serem frutíferos no ministério de ensino da Palavra. O professor da Escola Dominical precisa se dedicar à oração, jejum e ao relacionamento diário com o Espírito Santo, sem se descuidar do estudo disciplinado e dedicado (Rm 12.7) das Santas Letras. Somente assim cumprirá seu papel diante do Senhor Jesus e de Sua igreja. Caro professor, não trabalhe com um machado cego! Que Deus em sua infinita misericórdia nos ajude!

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Ministro do Evangelho da Assembleia de Deus em Village — Rio das Ostras/RJ, onde exerce o ofício de pastor vice-presidente e a função de superintendente da Escola Bíblica Dominical. É bacharel em Engenharia de Petróleo e Teologia. Atualmente está cursando mestrado em Teologia. Casado com Ana Paula, pai da Sara e Mariah.

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