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A sexualidade humana

Apesar da vulgaridade e licenciosidade que predominam no mundo em torno do tema sexo, afirmamos que o sexo é uma dádiva divina, não invenção humana ou criação diabólica.

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Homem e mulher formam um coração com as mãos. (Foto: Kristina Litvjak / Unsplash)

Na Lição de hoje, cujo tema é muito sensível, ressaltaremos o padrão de sexualidade conforme os valores da fé cristã, pautados na Palavra de Deus, a Bíblia sagrada. Bom estudo!

Deus criou apenas dois sexos

Definição de sexo

Biologicamente falando, sexo é definido como o conjunto de características orgânicas que diferenciam o macho da fêmea. Assim, o sexo de um organismo é demarcado e identificado imediatamente pelo seu órgão reprodutor. É esse órgão sexual que se busca ver nas imagens de ultrassonografia, para concluir, antes mesmo do nascimento do bebê, se se trata de um menino ou de uma menina.

Mas a palavra sexo pode se referir não só à identidade sexual da pessoa (é comum preenchermos documentos pedindo para identificar nosso sexo, se masculino ou feminino), como ainda à prática sexual entre pessoas. O ato sexual entre o homem e a mulher é assim chamado de sexo.

Já o termo sexualidade, pontua o Dr. Douglas Baptista, “representa o conjunto de comportamentos, ações e práticas dos seres humanos que estão relacionados com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer, seja da procriação da espécie”[1].

Deus criou o sexo

Apesar da vulgaridade e licenciosidade que predominam no mundo em torno do tema sexo, afirmamos que o sexo é uma dádiva divina, não invenção humana ou criação diabólica. O que é do diabo e do homem são as muitas astúcias e perversões morais com que macularam a dádiva de Deus.

Tanto a distinta constituição física masculina como a feminina, demarcadas especialmente em seus respectivos órgãos sexuais, foi criada por Deus, como a própria relação íntima entre o casal foi criada por Deus, e ainda o apetite sexual também teve origem divina. Noutras palavras, o sexo como identidade biológica, o sexo como relação conjugal e a sexualidade como comportamento, procedem de Deus, que criou Eva (com sua estrutura biológica feminina) para Adão (com seu corpo masculino), afim de que eles fossem “uma só carne” (Gn 2.24), e ainda lhes ordenou: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28).

Esse tema não deveria ser constrangedor para nós, já que a Bíblia lhe dá grande ênfase, seja reprovando as perversões praticadas pelos homens, seja exaltando a verdadeira concepção de sexo e sexualidade. Note que tão relevante é o assunto, que a Bíblia dedica-lhe um livro inteiro para tratar poeticamente da relação íntima entre um homem e uma mulher. Estamos falando do livro dos Cânticos dos Cânticos de Salomão, livro que deveria ser lido com mais frequência pelos casais. Primordialmente, este livro deve ser interpretado como canções que enaltecem o amor romântico (o “eros”) entre cônjuges; somente secundariamente é que podemos fazer algumas aplicações tipológicas ou alegóricas de seus capítulos.

Na criação original, homem e mulher, embora estivessem nus, não se envergonhavam (Gn 2.25). De fato, não há porque haver vergonha entre os cônjuges, na sua relação íntima, pois o corpo da mulher é para seu marido, e vice-versa (1Co 7.4). Observe atentamente – considerando tão palavra de Deus quanto os demais capítulos da Bíblia – os capítulos 4 e 5 de Cânticos, onde “o amado” e “a amada” se apreciam mutuamente da cabeça aos pés! Depois, se já não estiver corado de vergonha, leia ainda o capítulo 7, que é talvez o mais íntimo e de mais forte conotação sexual em todo o livro.

Se o sexo fosse algo intrinsecamente impuro e abominável, jamais teríamos o livro dos Cânticos entre os livros sagrados que constituem a nossa Bíblia. Portanto, como escreve Douglas Baptista, “não é correto ‘demonizar’ o desejo e a satisfação sexual. Assim como o sexo, a sexualidade humana também não é má e nem pecaminosa. O pecado está na depravação sexual que contraria os princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas”.[2]

Os dois sexos

O texto de Gênesis 1.27 diz que Deus criou o homem (hb. adam), isto é, a espécie humana (homem e mulher), segundo a sua imagem, conforme a sua semelhança. E acrescenta: macho e fêmea os criou. Em sua declaração poética, após vislumbrar a recém-criada mulher, Adão exclama: “…será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23). Em ambos os textos fica provada a diferença entre os sexos.

Assim sendo, Deus criou sexos diferentes, que são complementares e que por meio da união sexual procriam a espécie. E de tal modo Deus valoriza a distinção entre os sexos que além dos marcadores biológicos, ele também ordena que a aparência masculina seja mantida distinta da aparência feminina.

Como lembra Champlin, no Antigo Testamento “a distinção entre homens e mulheres era mantida de diversas formas, incluindo a regra de que a mulher não podia usar roupas masculinas e de que os homens não poderiam usar roupas tipicamente femininas (Dt 22.5)”[3]. Essa é uma clara reprovação ao travestismo e a confusão das identidades sexuais, como se vê tão presente na nossa atual sociedade. Especialmente em épocas de carnavais, é comum homens brincarem de serem mulher e mulheres brincarem de serem homens; e há também héteros que brincam de serem homossexuais. Tal comportamento é abominável ao Senhor! Portanto, mais uma razão está dada para cristãos não engrossarem a fileira dos escarnecedores carnavalescos! (Sl 1.1)

Objetivos da sexualidade humana

Procriação

O mandamento para a procriação só pode ser cumprido mediante a relação sexual, envolvendo um homem e uma mulher. Assim sendo, está implícito que o casal Adão e Eva não deviam ter a relação conjugal como um ato pecaminoso, já que o próprio Deus ordenara que eles procriassem, multiplicassem a espécie e povoassem a terra (Gn 1.28).

Semelhante ordem foi dada a Noé e seus filhos, os quais escaparam cada um com sua esposa, das águas do dilúvio que devastou toda a humanidade daquela época. Visto que a população mundial fora então reduzida à apenas quatro casais, isto é, oito pessoas, Deus agora ordena: “Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1). Mesmo com o povoamento da terra, este objetivo primordial do casamento continua mantido, como se pode ver na instrução paulina: “Quero, pois, que as [as mulheres] que são moças se casem, gerem filhos…” (1Tm 5.14).

A conjunção carnal entre marido e esposa é, a despeito dos avanços da tecnologia moderna, o meio natural para geração de filhos. Embora hoje a ciência já permita a “fertilização in vitro”, procedimento pelo qual o óvulo feminino pode ser fecundado pelo espermatozoide masculino sem a necessidade da relação entre o homem e a mulher (e até mesmo sem a necessidade de um compromisso conjugal entre eles), este procedimento artificial não é nem pode ser padronizado para substituir a relação natural, senão somente como um subterfúgio em casos onde o casal não obtenha êxito sem o auxílio da medicina para gerar filhos. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus é muito assertiva nesse ponto e ressalta o compromisso ético dos pentecostais assembleianos com o padrão bíblico de paternidade e maternidade:

Considerando o padrão bíblico heterossexual e monogâmico da procriação, quando diante de problemas de saúde que causam a infertilidade em pelo menos um dos cônjuges, pode-se recorrer à medicina: ‘não necessitam de médicos os sãos, mas sim, os doentes’ (Mt 9.12) a fim de superar a deficiência. Em face dos avanços médicos e científicos, a igreja posiciona-se favoravelmente às técnicas reprodutivas que não atentem contra a pureza da relação sexual monogâmica, desde que a fertilização (processo pelo qual tem início a vida humana) ocorra no interior do corpo da mulher e os gametas utilizados pertençam ao próprio casal. (…) Rejeitamos a maternidade de substituição [popular ‘barriga de aluguel’], mediante a qual se doa temporariamente o útero, por ferir a pureza monogâmica.[4]

União conjugal

A intimidade e o prazer conjugal são dádivas que se concretizam pela relação sexual. Para tanto Deus criou a primeira instituição humana: o casamento. O casal não deve ter encontros íntimos apenas quando intenciona ter filhos, mas também para satisfazer uma necessidade natural quanto à sexualidade humana, tanto do homem como da mulher. Não é sem razão que o apóstolo instrui: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido” (1Co 7.3). “Benevolência” nesse contexto refere-se ao prazer sexual, que deve ser desfrutado mutuamente no casamento.

Uma das características do casamento é ser monossomático, isto é, dois corpos (gr. soma) que se unem tão intimamente para serem apenas um (gr. mono). “E serão os dois uma só carne”, diz a Bíblia (Gn 2.24). Jesus reafirma essa característica do casamento (Mt 19.5,6). Portanto, devemos ter por heresia aqueles que proíbem o casamento e o legítimo desfruto do prazer que ao casal é devido (1Tm 4.2,3).

Não só no livro dos Cânticos, mas também nos Provérbios se pode ver orientações diretas nesse sentido: “Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela” (Pv 5.18,19). Este versículo, inclusive, depõe contra o ultraconservadorismo de alguns religiosos moralistas que dizem ser pecado o marido sequer tocar nos seios de sua esposa. O texto bíblico diz o contrário e explicitamente, sem alegorias ou tipologias: que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer… Alan Pallister afirma que “o ‘eros’ (amor sexual), sem dúvida, é um elemento que deve ser valorizado na relação dos casados”[5], e diante do trato bíblico deste tema, não vejo porque pensar diferente.

Os hormônios presentes no corpo de cada um, que despertam a libido, também foram colocados ali por Deus, logo, não deve o marido repreender a esposa por ela deseja-lo, nem deve a esposa reprovar o marido por ele deseja-la. O verdadeiro cristianismo considera o sexo uma benção de Deus para ser desfrutada legitimamente dentro do casamento.

“O cristianismo glorificou o casamento mais do que qualquer outra religião”, diz o crítico literário C. S. Lewis, “e quase todos os poemas de amor mais arrebatadores do mundo foram produzidos por cristãos. Se alguém disser que o sexo em si é algo ruim, o cristianismo irá contradizê-lo imediatamente”[6]. O que o cristianismo reprova é a conduta sexual ultrajante, que não preza pelo temor a Deus, pelo respeito ao próximo e pelos princípios éticos solidificados na Palavra. Condenamos a fornicação, o adultério, a homossexualidade, o incesto, o estupro, a coisificação da mulher (que a reduz à mero objeto sexual), a lascívia, a sensualidade, o bestialismo, a pornografia e outras muitas formas de impureza sexual. Mas quanto ao casamento e ao prazer desfrutado legitimamente entre marido mulher, nós os consideramos bençãos de Deus (Hb 13.4).

A glória de Deus

Visto que foi Deus quem criou homem e mulher com toda sua constituição biológica perfeitamente adaptada um para o outro, e que também foi ele que ordenou o encontro sexual dentro do casamento tanto para procriação (Gn 1.28; 1Tm 5.14) como para satisfação mútua (Pv 5.18,19; 1Co 7.3), e ainda também proibiu a abstinência prolongada sem razões que a justifique (1Co 7.5), logo, esse Deus é exaltado quando o casal vive a sexualidade de forma amorosa, decente e honesta.

Deus não fecha os olhos, nem manda os anjos se retirarem de nossas residências, quando estamos a namorar o cônjuge que Ele nos deu. Por que Ele se envergonharia do que Ele mesmo criou? É realmente inusitado imaginar a cena, mas já soube de casos em que maridos e esposas oravam pedindo a Deus perdão por antecipação para a relação sexual que teriam instantes depois. Quanta ignorância! Eles também pedem perdão por lerem o livro dos Cânticos?

O apóstolo Paulo deixa claro que tudo o que fizermos, deve ser para glória de Deus (1Co 10.31). Se a esposa busca a felicidade do marido e se o marido busca a felicidade da esposa, respeitando, amando, ajudando e satisfazendo o outro dentro dos limites da pureza que a Bíblia nos ordena, então Deus está sendo glorificado nisso, pois o que Ele uniu, unido está e rendendo os frutos que ele tencionou para o casal.

Distorções da sexualidade

Fornicação

A fornicação é a prática sexual que envolve pessoas solteiras. Estamos falando da relação pré-matrimonial, reprovada na Palavra de Deus, mas tão comum nessa sociedade que não faz caso de dar vazão às paixões da mocidade, isto é, aos desejos desenfreados da mente e do corpo.

No Antigo Testamento, a Lei de Moisés previa que o homem e a mulher solteiros que tivessem relação consentida, deveriam se casar, e o homem pagar ao pai da moça o devido “dote das virgens” (Êx 22.16,17). Esta Lei, por meio do pesado ônus que impunha ao homem, se propunha a desestimular a relação sexual fora do casamento. E caso a moça estivesse em compromisso de noivado com um homem, mas viesse a se relacionar com outro, ela e o homem com quem se relacionou em fornicação deveriam ser apedrejados e mortos (Dt 22.23-27). Não havia misericórdia nesse caso, visto que a fornicação fora agravada pela infidelidade ao compromisso outrora assumido.

Claro, não estamos em uma teocracia, nem mais cumprimos à risca todos os preceitos da lei mosaica, logo, não se deve propor execução aos fornicadores hoje. Entretanto, o princípio está mantido: Deus reprova a relação sexual envolvendo pessoas solteiras. E, em ambiente eclesiástico, a disciplina deve ser administrada em medida proporcional ao pecado cometido, a fim de reparar e restaurar os membros à comunhão, sujeitando-os à sã doutrina.

No Novo Testamento, embora a palavra “fornicação” seja nalgumas versões bíblicas a tradução comum para o termo grego pornéia, nem sempre ela traduz especificamente o pecado da relação sexual envolvendo pessoas solteiras. Isto porque quando o Novo Testamento condena atos de pornéia, este termo abrange tudo aquilo que, no Antigo Testamento, constitui pecado sexual. Pallister comenta que esta palavra grega “refere-se ao adultério, ao sexo pré-matrimonial, à homossexualidade e à bestialidade. Refere-se também ao casamento entre parentes com grau de parentesco proibido”[7]. Assim, o que em nossas Bíblias de línguas portuguesa é traduzido como fornicação, é, na verdade, outro pecado, mas ainda ligado à sexualidade.

De qualquer modo, vemos Paulo propondo o casamento aos solteiros que já não suportam seus apetites sexuais, para que assim possam, já casados, viverem legitimamente a sexualidade permitida dentro do matrimônio: “Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (1Co 7.9). Abrasar aqui é uma metáfora, pois de fato o apetite sexual geralmente se manifesta tão ardentemente como brasas, e antes que este braseiro consuma a mente e lance o corpo à toda sorte de impureza, deve o homem ou mulher que teme a Deus buscar satisfazer-se da forma como Deus planejou: dentro do casamento. Isso de modo algum deve significar buscar o casamento só para fazer sexo. Outras responsabilidades e propósitos estão envolvidos no matrimônio.

O desejo sexual do solteiro, divorciado ou viúvo não é pecado, mas dar vazão a estes desejos e satisfazê-los fora dos limites estabelecidos por Deus, adotando a pornografia, a masturbação, o bestialismo e toda invencionice mundana e carnal é realmente deixar-se vencer pela depravação moral, carnal e espiritual! Em Cristo e em sua Palavra temos todo auxílio que necessitamos para viver a pureza que o Senhor almeja de cada um de nós (Sl 119.9; 2Tm 2.22).

O adultério

O adultério é a infidelidade conjugal, quando o cônjuge quebra a aliança que fez de ser fiel “até que a morte os separe” para satisfazer-se sexualmente no corpo de outra pessoa que não seu esposo ou esposa.

O Antigo Testamento punia com sentença de morte tanto ao homem como à mulher pegos em adultério (Lv 20.10). Em casos excepcionais, havendo arrependimento sincero, o Senhor podia administrar o perdão e a misericórdia, como no caso de Davi, que adulterou com Bate-Seba (2Sm 12.13). Porém, o Novo Testamento adverte os que querem viver em adultério: adúlteros não herdarão o reino de Deus (1Co 6.10).

O adultério é um pecado reprovado em toda a Bíblia, e suas consequências envolvem não só o casal, mas a família, especialmente os filhos, e também a comunidade de fé, em nosso caso, a igreja. Brigas, violência doméstica, divórcio, litígio e até mesmo crimes hediondos têm sido consequências trágicas em muitas famílias, causadas pela infidelidade de um dos cônjuges. Não é raro ver filhos sofrendo por conta da infidelidade de seus pais.

Jamais nos esqueçamos disto: Deus é testemunha do nosso casamento, e ele cobrará pelo descumprimento dos nossos votos de fidelidade! (Ml 2.14).

O homossexualismo

O ativismo gay, que se avulta em nosso século, tem campeado a mídia, os ambientes de formação cultural (como escolas e faculdades) e também ambientes de poder, como o congresso nacional, tentando fazer descer goela abaixo da sociedade a suposta naturalidade das relações homossexuais. Mas as relações homossexuais não são naturais, são antinaturais, como a Bíblia claramente o afirma: “Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Rm 1.26,27).

Elinaldo Renovato, teólogo assembleiano e comentarista de Lições Bíblicas da CPAD, comenta com muita pertinência sobre esta perversão:

O verdadeiro relacionamento sexual, que implica no intercâmbio de diferenças e complementariedades, não só pressupõe, mas reclama a participação de ambos os sexos. Conclui-se, pois, que o ajuntamento de dois homossexuais jamais formará um casal. Haverá, no máximo, uma parceria; casamento, não. Ainda que se unam sob as leis da terra, não serão reunidos sob as do céu. Nunca constituirão uma só carne por não trazerem os elementos imprescindíveis, para que haja o ato conjugal: a masculinidade do homem e a feminilidade da mulher.[8]

O exegeta pentecostal assembleiano Esequias Soares também o afirma com franqueza:

A prática homossexual é condenada de ponta a ponta na Bíblia (Gn 19.4,5; Lv 18.22 […]; 1Tm 1.9,10; Jd 7); mesmo assim, há um esforço concentrado de eliminar essa condenação exarada no Livro de Deus, até mesmo por alguns “teólogos”. Eles podem até convencer as Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde, os parlamentares do mundo inteiro, todos os governantes da terra, mas jamais poderão convencer o Deus do céu, autor da Bíblia. [9]

Enquanto algumas igrejas progressistas no mundo vão amenizando seu discurso sobre homossexualidade, sujeitando-se ao politicamente correto e até mesmo abraçando ideologias nefastas, chegando ao cúmulo de ordenar pastores gays e pastoras lésbicas, os pentecostais em geral seguem defendendo a ortodoxia bíblica e seu compromisso com o padrão heterossexual para o casamento. Que o Senhor nos conserve assim.

A ideologia de gênero

A principal tese defendida e proclamada pela Ideologia de Gênero é: sexo é uma coisa e gênero é outra coisa; e é o gênero, não o sexo (órgãos genitais e constituição física), que define os papéis sociais e a identidade social de cada pessoa.

Enquanto a biologia nos ensina que existem dois gêneros ou sexos definidos em nossa anatomia (masculino e feminino / menino e menina / homem e mulher), a Ideologia de Gênero recusa a genética como fator determinante para definição da identidade social e sexual.

Escrevemos um estudo mais alongando sobre o assunto nesse LINK (clique e leia na íntegra). Apenas reafirmamos: tanto a identidade de gênero quanto as relações sexuais que são contrários à natureza, são na verdade consequência de corações que rejeitam a Deus e aos seus propósitos. Ideologia de Gênero é rebelião contra Deus! É a criatura dizendo ao Criador que Ele não sabe o que faz e que suas escolhas são imprestáveis e devem ser trocadas pelas escolhas das criaturas. Que juízo terrível cairá sobre os tais!

Conclusão

Nossa conduta sexual deve prezar pela pureza do nosso corpo, pelo respeito ao próximo e, acima de tudo, pelo temor a Deus. Não podemos nos deixar influenciar pela cultura predominante no mundo, visto que fomos renovados em nosso entendimento (Rm 12.1).

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Referências
[1] Douglas Baptista. Valores cristãos: enfrentando as questões morais de nosso tempo, CPAD, p. 91
[2] Douglas Baptista. Ibid., p. 93
[3] R.N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, 11.ed., vol. 6, Hagnos, p. 193
[4] Esequias Soares (org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus, CPAD, pp. 205,6.
[5] Alan Pallister. Ética cristã hoje: vivendo um cristianismo coerente em uma sociedade em mudança rápida, Shedd Publicações, p. 168
[6] C.S. Lewis. Cristianismo puro e simples, Thomas Nelson Brasil, p. 139
[7] Alan Pallister. Ibid., p. 176
[8] Elinaldo Renovato. As novas fronteiras da Ética Cristã, CPAD, pp., 191,2
[9] Esequias Soares, A razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos, CPAD, p. 155

Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de quatro livros.

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