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A Guerra entre Hamas e Israel e a Profecia Bíblica

A Guerra do Hamas contra Israel tem implicações políticas e interesses religiosos.

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Bandeira de Israel
Bandeira de Israel (Foto: Reprodução/AP)

“Ó DEUS, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus, Porque eis que teus inimigos fazem tumulto, e os que te odeiam levantaram a cabeça. Tomaram astuto conselho contra o teu povo, e consultaram contra os teus escondidos. Disseram: Vinde, e desarraiguemo-los para que não sejam nação, nem haja mais memória do nome de Israel” (Salmo 83:1-4)

A Guerra do Hamas contra Israel tem implicações políticas e interesses religiosos, mas é, em última análise, um conflito escatológico. O que é uma guerra ou conflito escatológico? É todo conflito ou guerra que faz referência à terra ou a povos bíblicos, especialmente a Israel – “terras bíblicas, povos bíblicos e problemas bíblicos é na Bíblia que se resolve” (Pr. Gerson Rocha).

Toda guerra que envolva a Nação de Israel é de cunho bíblico e profético. Portanto, é preciso além de uma leitura histórica uma leitura bíblica, correta, para um melhor entendimento do conflito atual entre Hamas e Israel.

A profecia bíblica está centralizada em povo (judeu) e uma cidade (Jerusalém), conforme Daniel 9:24: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo”, baseado nisso podemos dizer que Israel é o relógio profético de Deus!

Entendendo o Conflito

Quanto a situação de Israel, há um mês, alguns jovens palestinos começaram a atacar judeus religiosos nas ruas de Jerusalém, filmar e postar no aplicativo TikTok. Os cidadãos judeus de Jerusalém protestaram contra esses ataques na semana passada e os radicais palestinos e árabes israelenses – cidadãos de origem árabe que aceitaram o governo de Israel, desde 1948, que vivem nos territórios israelense, fazem parte do Estado de Israel e elegem seus representantes políticos no parlamento e em instituições como o judiciário e polícia de Israel –, entenderam como um ataque a eles, que estavam no final do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.

Acabaram ajuntando-se em grande número na chamada Esplanada das Mesquitas, para os muçulmanos, e Monte do Templo para os judeus, para se manifestarem contra Israel, pedindo inclusive que o grupo terrorista Hamas lançasse foguetes contra Jerusalém.

Na mesma semana, Israel comemorou, como se comemora todo ano em passeata na cidade, o Dia de Jerusalém: (em hebraico: יום ירושלים, Yom Yerushalayim) que é um feriado nacional israelense no qual se comemora a reunificação de Jerusalém e o estabelecimento do controle israelense sobre a Cidade Velha, parte oriental de Jerusalém, em 2 de junho de 1967, após a Guerra dos Seis Dias. O que também foi visto pelos radicais como uma ameaça à Esplanada das Mesquitas levando a um ataque aos judeus israelenses em Jerusalém, o que levou a um confronto com pedras e paus com a polícia de Israel.

Para acirrar ainda mais os ânimos, no decorrer desses acontecimentos foi julgado na Suprema Corte de Israel o direito de algumas famílias judias a terem de volta suas propriedades que foram tomadas pela Jordânia na guerra da Independência de Israel em 1948 e reconquistada por Israel na guerra dos seis dias em 1967, com a conquista de Jerusalém, que estava em disputa desde a década de 70.

Ataques do Hamas contra Israel

Os radicais viram essa decisão como uma tentativa de Israel tomar as casas dos palestinos em Jerusalém e começaram a atacar os moradores judeus de Jerusalém. A polícia interviu e o grupo terrorista Hamas começou a lançar, desde domingo (09/05/21), foguetes contra as cidades de Israel. Até o momento, foram lançados mais de 4.000 foguetes contra Israel. Contudo, traz a profecia: “Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará” (Isaías 54:17a).

O Iron Dome – sistema de defesa contra mísseis de Israel, tem interceptado esses foguetes com uma eficácia de aproximadamente 90%. Os foguetes lançados pelo Hamas contra a população civil de Israel pesam aproximadamente duzentos quilos, entre explosivos e estrutura metálica. Quando um desses foguetes é interceptado no ar pelo Iron Dome, ainda há o risco relativo aos estilhaços dos foguetes que caem sobre os territórios israelenses, podendo causar prejuízo material ou ferir transeuntes mesmo após serem interceptados, o que também pode ser fatal.

No entanto, alguns foguetes não são interceptados acabam caindo em território israelense atingindo, casas, escolas, parques e hospitais em Israel, além dos estilhaços. A vantagem é que em Israel a população tem os bunkers de proteção, o que reduz em muito as mortes em Israel. Mesmo assim, Israel registrou a morte de dez pessoas, dentre as quais dois árabes israelenses, além de diversas pessoas feridas e traumas psicológicos das crianças, idosos e de outras pessoas em geral.

Lembrando, ainda, que a população tem, assim que tocam a sirene de alerta, dependendo da sua localização, entre trinta segundos e um minuto e meio para se refugiarem nos bunkers, e isso, geralmente, na madrugada, entre uma e três horas da manhã, quando a maioria dos foguetes são lançados. Com mais de quatro mil foguetes caindo sobre a população civil de Israel, sem a defesa do Iron Dome e os bunkers quantas não seria as baixas em Israel? Milhares de mortos! Essa é a situação atual da guerra em Israel até hoje.

O Hamas

Lembrando que o Hamas, fundado em 1987, é um grupo reconhecidamente terrorista pelos EUA e União Europeia. Em 2006, venceu no Parlamento Palestino e já em 2007 venceu na batalha contra o Fatah em Gaza. O Estatuto do Hamas preconiza a luta armada contra Israel e seus civis, por todos os meios, visando à formação de um estado independente palestiniano, estabelecendo assim os seguintes termos territoriais: “… desde o Rio Jordão até o mar Mediterrâneo”. Com a destruição da “invasão sionista” (artigo 28).

Sua carta de princípios, redigida em 1988, preconiza o estabelecimento de um estado muçulmano na Palestina histórica – incluindo portanto Israel, a Cisjordânia (Judeia e Samaria) e a Faixa de Gaza. A destruição de Israel tem sido preconizada pelo Hamas como declarou o mártir Iman Hasan al-Banna: “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele, com a graça de Alá”.

Assim que Israel saiu unilateralmente de Gaza em 2005 o número de sequestros aumentou assustadoramente na região, além dos ataques de foguetes contra a população civil de Israel.

O grupo terrorista Hamas quebrou, pelo menos até agora, como podemos observar, dois princípios fundamentais aplicado em qualquer combate de guerra:

O Princípio da Distinção

Um dos princípios fundamentais do direito dos conflitos armados é o “princípio da distinção” – a obrigação imposta a cada uma das partes em conflito para garantir que todas as vezes é feita a distinção entre combatentes e civis. Este princípio é expresso no artigo 48 do Protocolo Adicional I das Convenções de Genebra: “A fim de garantir o respeito e a proteção da população civil e seus bens, as partes envolvidas no conflito devem sempre distinguir entre a população civil e os combatentes, entre alvos civis e militares, e, portanto, devem direcionar suas operações apenas contra objetivos militares.”

Este princípio, que é amplamente aceito em todo o mundo, exige que as partes em conflito garantam a proteção de civis em ambos os lados. Assim, uma parte do conflito está proibida de usar os seus próprios civis como escudos. O relatório do Secretário-Geral a respeito do ataque de 1993, sobre as forças da ONU na Somália observou: “Nenhum princípio é mais central para o direito humanitário da guerra do que a obrigação de respeitar a distinção entre combatentes e não-combatentes. Se este princípio é violado possui responsabilidade criminal, portanto, incorreu quando as organizações deliberadamente atacam civis ou quando usam civis como escudos ou não demonstram uma indiferença à proteção dos não-combatentes.”

A Proibição de se usar civis como escudo-humano

As leis de conflito armado estabelecem claramente que as partes em conflito são proibidas de usar população civil ou bens de caráter civil com a finalidade de proteger os objetivos militares. A presença ou movimentos da população civil não devem ser utilizados para evitar determinados ataques.

Operação Guardião das Muralhas

Em artigo publicado pelo Coronel Richard Kemp no Gatestone Institute (16/05/21), ele apresentou um breve resultado da Operação Guardião das Muralhas: “Durante uma operação em Gaza na semana passada, as Forças de Defesa de Israel atacaram um complexo de túneis do Hamas com 12 esquadrões de 160 aviões de combate atingindo mais de 150 alvos com centenas de JDAMs (Munições de Ataque Direto Conjunta) destruidores de bunker em menos de uma hora. Embora a avaliação dos danos da batalha ainda esteja em andamento, o ataque destruiu talvez o elemento mais crítico da infraestrutura do Hamas, eliminando vastos estoques de munições e provavelmente matando dezenas, senão centenas de combatentes. Este foi um golpe de martelo para o Hamas e pode vir a ser um ponto de virada no conflito”, segundo Richard Kemp.

Para o escritor e pesquisador saudita Abdulah Bin Binjad Al Otaibi: “O grupo terrorista Hamas estava bem preparado para esta guerra construindo trincheiras nas quais seus membros podem se abrigar, enquanto palestinos inocentes eram mortos. O Hamas gosta de desempenhar o papel de vítima e matar palestinos para ganhar a simpatia árabe, islâmica e internacional”, como diz Gatestone Institute.

As Mortes de Civis em Gaza

Desde segunda-feira (10/05/21), a força aérea israelense tem revidado lançando mísseis contra os lançadores de foguetes na Faixa de Gaza e já tem eliminado dezenas de terroristas e afetado as estruturas militares de armamentos em geral. A resposta de Israel é sempre avisada para que os civis palestinos saiam dos lugares usados pelos terroristas do Hamas.

O que Israel faz para evitar morte de civis? Transcrevo abaixo a resposta do Coronel Richard Justin Kemp por ocasião da última guerra do Hamas contra Israel em 2014: “As Forças de Defesa de Israel (FDI) têm desenvolvido as mais abrangentes e sofisticadas medidas para minimizar as mortes de civis durante os ataques contra alvos militares legítimos. O uso obrigatório de sistemas de inteligência multissensorial e de segurança, para confirmar a presença ou ausência de civis, precede aos ataques em todos os alvos vistos do ar. Mensagens de texto, chamadas telefônicas e mensagens por rádio em árabe avisam os ocupantes para evacuarem aquela área. Quando os avisos são ignorados ou não são percebidos, aeronaves jogam explosivos não-letais para avisar a população que um ataque acontecerá em breve. Somente quando pilotos e controladores do vôo têm certeza de que os civis estão fora do alvo é que é dada a autorização para atacar.”

O Fim da Guerra

O fim da guerra do Hamas contra Israel está perto. O derrotado militarmente será o Hamas. As populações inocentes de Israel e Gaza sofrerão física, emocional e materialmente.

Contudo, o que realmente já está preocupando Israel não é a expectativa da próxima guerra iniciada pela Hamas e sim a ascensão de influência política do Hamas entre a minoria de palestinos radicais na Cisjordânia e também entre os jovens árabes israelenses nas cidades mistas de judeus e árabes.

As manifestações radicais de árabes israelenses contra os civis judeus de Israel têm preocupado tanto a população, quanto o governo do Estado de Israel. Acendendo uma luz vermelha, em que a população judaica começa a olhar para a população de árabes israelenses como um provável inimigo interno mais perigoso que os palestinos radicais da Faixa de Gaza. O que nos últimos dias tem preocupado não só o governo israelense com uma ameaça de guerra civil, quanto a própria liderança da Autoridade Palestina na Cisjordânia.

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Pastor Batista, Diretor dos Amigos de Sião, Mestre em Letras - Estudos Judaicos (USP).

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