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Opinião

A crise mundial e o considerável aumento das taxas de suicídio

Estudos revelam ligação entre crises e aumento das pessoas que tiram a própria vida.

Abner Ferreira

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Suicídio. (Foto: Ian Espinosa /Unsplash)

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, a cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo. A coisa mais triste que podemos constatar sobre isso é que a crise e o desespero são os principais fatores que levam a decisão de tirar a própria vida.

Os acontecimentos são diversos, as motivações são variadas, mas a crise, seja ela qual for, é o estopim para que a busca pela morte passe a ser considerada como uma saída.

Não é por acaso que o suicídio tem sido considerado como um dos mais graves problemas de saúde pública. Um problema que não atinge apenas países pobres ou em desenvolvimento, mas também os desenvolvidos.

Problemas na família, crises financeiras, conjugais e sociais, dores crônicas, problemas de relacionamento, doenças psicossomáticas, como depressão, síndrome do pânico e ansiedade, são algumas das questões que levam a busca pela morte.

A crise que vivemos no Brasil, por exemplo, tem motivado pessoas a buscarem o suicídio. O desespero e a falta de perspectiva levam essas pessoas ao extremo.

O Ministério da Saúde divulgou dados que mostram que o suicídio teve um aumento de 73% no Brasil. À análise foi feita com base nos registros de morte entre 2000 e 2016.

Isso também acontece em países que vivem crises sociais, como a Venezuela. Dados revelam que o país vive uma explosão no número de suicídios, inclusive entre crianças e adolescentes.

Para boa parcela da sociedade venezuelana, morrer virou “solução” para sair do caos resultante da inflação, violência e pobreza extrema.

Segundo a OMS, o aumento no número de casos de depressão e de ansiedade em momentos de crise, resulta na explosão nos índices de suicídio. As pessoas se tornam mais propensas a tirarem a própria vida.

A maior dificuldade para os pesquisadores é conseguir identificar as pessoas com ideias suicidas com antecedência, já que pode haver influência biológica, psicológica e fatores externos.

Estudo recente realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, apontou, no entanto, que o envolvimento de pessoas com a religião diminui os riscos de suicídio.

Como líder cristão, que exerce um ministério ativo na área pastoral, devo dizer que os casos de pensamentos suicidas entre fiéis chegam constantemente ao nosso conhecimento.

Não quero entrar no mérito de que o suicídio é um pecado grave – o que de fato sabemos que é! –, mas aconselhar para que tenhamos maior cuidado com aqueles que nos cercam.

Afinal, no último ano temos visto um crescimento no caso de pastores tirando a própria vida. Algo que nos causa uma profunda preocupação.

A pesquisa em que demonstrou a redução do suicídio a partir da religião, concluiu que a rejeição moral do ato pode ser um dos fatores, assim como os níveis baixos de estresse, depressão e ansiedade.

Por isso a importância de anunciarmos o Evangelho e apresentarmos os ensinamentos de Jesus Cristo ao mundo.

Afinal, Ele nos disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11.28, 29).

Se as principais causas para o suicídio são as doenças psicossomáticas, resultantes das crises enfrentadas mundo afora, então podemos dizer que a cura para esse mal está na Palavra de Deus.

Cristão, advogado, esposo, escritor, discípulo e Presidente da Assembleia de Deus em Madureira.

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