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Missionários pregam pela primeira vez na “Zona de Ninguém”

Missionário tem levado o amor de Deus a região remota do Quênia.

Michael Caceres

em

Povos Pokot
Região remota do Quênia (Foto: Reprodução/World Mission)

Uma região chamada “Zona de Ninguém”, no Quênia, está sendo alcançada por missionários da Missão Mundial, que decidiram enfrentar as condições pouco favoráveis para levar o Evangelho ao povo Pokot, que enfrenta uma terrível seca de vários anos e foram atingidos por uma grande infestação de gafanhotos.

Devido aos conflitos na região por disputa de terras e gado, além da ausência do Estado, o lugar acabou ficando conhecido como “Zona de Ninguém”, segundo relatou Greg Kelley. Ele disse que no caminho chegou a ser questionado em postos militares se tinha certeza que seguiria para aquele lugar.

“Eles dizem que é uma ‘Zona de Ninguém'”, diz Kelley. “Você passa por postos de controle militares e policiais e eles ficam tipo, ‘Tem certeza que quer seguir por essa estrada?’ Mas sabemos para onde estamos indo – lugares onde o Evangelho precisa chegar. É por isso que vamos lá”, disse.

Kelley afirma que na região de Pokot não há um cristão e tão pouco uma igreja para frequentar. Ele diz que não há absolutamente nada acontecendo neste lugar e que sentiu de se dirigir para aquele lugar para compartilhar a Palavra de Deus.

A organização missionária Missão Mundial pretende lançar uma campanha em dezembro, chamada Jesus Film Project, quando deverá compartilhar a história de Jesus nas regiões remotas do Quênia. Além disso, a organização tem distribuído Bíblias em áudio movidas a energia solar, que são chamadas de “Tesouros”, além de água potável.

“Recentemente, estávamos fazendo evangelismo em um vilarejo próximo a esta área e estávamos demonstrando nosso filtro de água. Um guerreiro Pokot que carregava um AK-47, quando viu a água limpa que saiu desse filtro depois de ver o quão sujo estava entrando nele, ele disse: ‘Se o seu Deus pode fazer isso comigo, eu quero saber Ele'”, relatou o missionário.

Greg Kelley afirma que este tipo de encontro com as pessoas é que promovem o amor de Deus, pois ao demonstrarem cuidado com elas acabam abrindo as portas para a pregação do Evangelho. Ele também pediu oração pelos povos Pokot e Turkana, que são hostis.

“É aquele tipo de encontro que temos com as pessoas porque elas simplesmente veem o amor e a preocupação com suas condições físicas, e isso abre seus corações para o Evangelho. Portanto, precisamos orar para que Deus abra os corações dos Pokot e dos Turkana nessas áreas hostis”, disse.

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