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Quênia fecha igrejas por causa de jejum que matou 427 pessoas

Igrejas são banidas no Quênia após massacre por extremismo religioso.

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Floresta de Shakahola, perto de Malindi, no sudeste do Quênia (Foto: Reprodução/YouTube)

O governo queniano baniu quatro igrejas, incluindo a Good News International Ministries, conhecida como a seita Shakahola, meses após o pastor Paul Nthenge Mackenzie forçar seus seguidores a morrer de fome para encontrar Jesus.

Assim, em 18 de agosto o Registro de Sociedades anunciou que havia cancelado o registro da Good News International Ministries, fundada com uma mensagem de Fim dos Tempos em 2003. Mackenzie, auto-intitulado líder do grupo, havia pedido que seus seguidores jejuassem até a morte para acelerar sua entrada no céu.

De acordo com Christian Today, até agosto, o número total de mortes, no que está sendo chamado de “massacre da fome de Shakahola”, havia chegado a 427. Mackenzie estava na prisão em Mombaça quando sua igreja foi desregistrada, enfrentando acusações de crueldade com crianças, sequestro, assassinato e terrorismo.

Conforme relatado, a maioria de suas vítimas morreu de fome, mas outras foram sufocadas, estranguladas ou espancadas até a morte. O Registro de Sociedades também proibiu o New Life Prayer Centre, uma igreja em Kilifi; a Helicopter Church of Christ em Nairóbi; e a Kings Outreach Church.

Nesse sentido, o país enfrentou uma proliferação descontrolada de igrejas, seitas e movimentos religiosos nos últimos anos. Apesar das tentativas do governo de controlar esses grupos, esses esforços têm sido resistidos sob a alegação de que estão restringindo a liberdade de culto e religião.

Sendo assim, Kenya, um país predominantemente cristão com cerca de 53 milhões de pessoas, possui cerca de 4.000 igrejas registradas.  Apesar disso, tem enfrentado uma proliferação descontrolada de igrejas, seitas e movimentos religiosos nos últimos anos.

Por fim, em maio o presidente William Ruto anunciou a formação de uma força-tarefa para revisar a regulamentação de organizações religiosas no Quênia e identificar falhas na lei que permitem o crescimento de grupos extremistas no país. A força-tarefa está avaliando as leis do país e deve fazer recomendações para promover a liberdade religiosa.

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