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Estudos Bíblicos

Jesus – Sumo sacerdote de uma ordem superior

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 7 do trimestre sobre “A supremacia de Cristo”

Tiago Rosas

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Jesus como sumo sacerdote. (Foto: Reprodução)

A carta aos Hebreus apresenta-nos o rei-sacerdote Melquisedeque como um tipo de Cristo, com o objetivo de demonstrar a grandeza do sacerdócio de Cristo, acima do sacerdócio levítico. Mas antes de explicarmos isso, vale a pergunta, especialmente para quem está menos habituado com esses termos teológicos: o que é um tipo?

O exegeta pentecostal Esdras Bentho dá um conceito que nos será suficiente ao nosso estudo dominical: “Literalmente o termo [tipo ou typos, no grego] significa uma marca visível deixada por algum objeto (…). A ideia comum em todos os casos é a de alguma coisa que se assemelha ou corresponde a outra (…) representação de coisa futura; representar antecipadamente” (1).

O apóstolo Paulo, bem como os demais autores do Novo Testamento, acreditava nos tipos apresentados no Antigo Testamento, especialmente quando ele diz: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras [gr. typon], e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1Co 10.11). O autor da carta aos Hebreus também trabalha exaustivamente com tipos: “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” (Hb 10.1).

Embora encontremos no Antigo Testamento figuras ou sombras dos crentes coletivamente, do Reino espiritual, dos elementos que viriam a constituir o culto cristão e até mesmo da realidade celestial futura, como bem destaca Ada Habershon, em seu estudo Manual de tipologia bíblica, “Aquele que é prefigurado nos tipos não é um mero homem, mas é Iavé Deus – o Grande Eu Sou” (2).

Nas palavras de nosso Senhor Jesus, “as Escrituras (…) são elas que testificam de mim” (Jo 5.39). Cristo é o grande antítipo (3) da maioria dos tipos descritos no Antigo Testamento, isto é, ele é a realidade, o cumprimento e o fim das figuras e símbolos registrados nos dias dos patriarcas e dos profetas.

Sem dúvidas, Melquisedeque foi um tipo de Cristo, e embora tão pouco se tenha falado dele (em apenas duas referências do AT – Gn 14 e Sl 110), deixa-nos lições preciosas que o autor da Carta aos Hebreus, sob iluminação e inspiração do Espírito Santo capta e registra para nossa edificação.

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de dois livros: A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira (2016) e Biblifique-se: formando uma geração da Palavra (2018).

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