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arqueologia bíblica

Escavações confirmam sacrifícios de pombos em Jerusalém

Estudiosos eram céticos quanto aos sacrifícios porque pássaros não eram domesticados.

Neto Gregório

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Ossadas de aves escavadas em Jerusalém (Cortesia de Abra Spiciarich)

Uma pesquisa de análise de ossos de pássaros escavados em Jerusalém confirmou que pombos foram realmente utilizados em sacrifícios no templo, conforme registra o texto bíblico.

O estudo foi publicado na edição de maio do jornal acadêmico Bulletin of the American Schools of Oriental Research. Abra Spiciarich, candidata ao Ph.D na Universidade de Tel Aviv, liderou a pesquisa com foco nas leis alimentares bíblicas.

Ela explicou ao The Jerusalém Post que uma das áreas de interesse do estudo era a comparação entre os pássaros presentes na antiga Israel e os mencionados nas Escrituras.

A partir daí, a pesquisadora conseguiu identificar evidências que apoiam o texto bíblico também nas práticas rituais, além de entender melhor como os seres humanos e os pássaros interagiam a 3500 anos atrás.

Pombos são citados frequentemente na Bíblia como animais adequados para serem sacrificados e oferecidos a Jeová. O livro de Levítico detalha os sacrifícios ensinando que alguns deles serviam como expiação para pecados.

No entanto, explica Spiciarich, alguns estudiosos eram céticos em relação aos animais citados porque eles não eram domésticos. A maioria dos animais para os sacrifícios – ovelha, bode, boi – eram domesticáveis, enquanto não era comum que pombos fossem. Para esses estudiosos, galinhas eram sacrificadas.

A análise dos restos ocorreu em 19 locais próximos ao Monte do Templo, do período do primeiro templo, cerca de 1000 a 586 a.C. Nesses locais foram achadas várias ossadas de pombos, enquanto nas áreas residenciais, elas estavam ausentes.

“Jerusalém é um local único, com tantas escavações realizadas que dão aos arqueólogos a capacidade de olhar para diferentes áreas em diferentes épocas”, explicou Spiciarich.

“Consegui identificar diferentes padrões entre áreas públicas e residenciais.”

A arqueóloga também aponta que isso se torna mais evidente em outras áreas de exploração.

“Há um grande depósito de lixo que remonta ao período romano e o lixo mais próximo ao Monte do Templo apresenta muitos pombos e pombas, enquanto o lixo das áreas residenciais não tem”, disse.

“A história é refletida nos textos e na arqueologia”, conclui a pesquisadora. O estudo também analisou quais espécies eram comumente consumidas na região e destacou que perdizes e gansos estavam entre as aves mais populares.

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