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política

Eleições 2020 têm mais de 2 mil candidatos listados como “pastor”, “padre” e “bispo”

Levantamento aponta uso de títulos como pastor, pastora, padre, bispo ou bispa, apóstolo ou apóstola.

Michael Caceres

em

Urna Eleitoral
Urna Eleitoral (José Cruz/Agência Brasil)

Ao menos 2.093 candidatos decidiram usar seus títulos religiosos em seus nomes de urna para as eleições municipais deste ano. Títulos como pastor, pastora, padre, bispo ou bispa, apóstolo ou apóstola, entre outros, estão sendo usados para a candidatura.

O levantamento foi feito pelo site Metrópoles a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o levantamento, são usados principalmente pastores (1.012) e padres (1.007). O resultado demonstra como os religiosos estão preocupados com os rumos políticos e estão mais engajados.

A tentativa do ministro Edson Fachin de tentar emplacar o chamado “abuso de poder de autoridade religiosa” no TSE também pode ser mais um fator para o aumento no uso das funções religiosas na urna. Fachin queria punir quem se apresentasse como religioso nas eleições.

Preconceito

Juristas cristãos chegaram a apontar como preconceito a tese de abuso de poder religioso, já que o objetivo era cercear o direito de religiosos participarem do debate político. A proposta do ministro Edson Fachin foi duramente criticada na época.

A tese foi apontada por líderes religiosos como uma tentativa de impedir o crescimento da influência política dos cristãos, além de perseguir os evangélicos por apoiarem o governo de Jair Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia chegou a publicar um vídeo no YouTube apontando como “uma tentativa de cerceamento do pensamento conservador”.

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