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estudos bíblicos

As imensas riquezas da graça

No capítulo 5 da Carta aos Romanos o apóstolo Paulo fala da justificação pela fé, por causa da Graça.

José Brissos-Lino

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Bíblia aberta em meio à multidão. (Aaron Burden / Unsplash)

A é um dom (dádiva) de Deus que nos chega pela sua Graça. Mas o que é a graça de Deus?

É um favor que não foi merecido. É algo bom que é dado, não por mérito da pessoa que recebe, mas porque a pessoa que dá é generosa. Deus oferece a salvação de graça. Quando alguém presenteia outra pessoa, quem recebe não tem de pagar pelo presente e nem sequer esforçar-se por merecê-lo.

A Graça divina é um acto de amor incondicional, não depende da pessoa que recebe. A graça revela o bom carácter de quem dá, não necessariamente de quem recebe. Normalmente os pais dão aos filhos tudo quanto podem, e por vezes também aos netos, mas o facto é que eles por vezes merecem, mas nem sempre.

A Salvação é pela Graça 

É através da graça de Deus que somos salvos: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:8-10).

O acesso à graça de Deus é pela fé 

Deus põe diante de todos os seres humanos o alimento da fé em cima da mesa. Uns aceitam-no, outros não. Mas só os que o aceitam podem começar a caminhar na Graça, pela fé. “Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:2). Pela fé entramos no caminho da Graça e podemos firmar-nos nela.

A graça de Deus é abundante 

“Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos” (v15);
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (v20). A Graça é sempre maior do que o pecado. Havendo arrependimento genuíno haverá perdão e restauração.

É a graça de Deus que nos torna justos aos seus olhos

“E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação” (v16);

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida (v18).

A forma como Deus nos vê é que importa. Quando nos olha e vê o sangue de Cristo que nos cobre, considera-nos justificados.

É a graça de Deus que nos faz reinar com Cristo 

“Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo (v17).

No reino de Deus, ao contrário de qualquer reino secular, os súbditos reinam todos, sem quaisquer discriminações, através do rei Jesus.

É a graça de Deus que nos permite arrepender e continuar a nossa caminhada na fé, quando falhamos

“Visto que temos um grande sumo-sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.

Porque não temos um sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:14-16).

É a graça de Deus que nos abre as portas da vida eterna

“Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor (v21).

 Andar na Graça é como caminhar sobre as águas. Enquanto Pedro andou pela fé manteve-se à superfície, e só começou a afundar-se quando vacilou. A fé faz-nos caminhar na Graça de Deus, como quem anda sobre as águas. Sobrenaturalmente.

Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

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