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Igreja da Inglaterra investiga vigário que chamou padre trans de “o cara”

Ex-reverendo da Igreja da Inglaterra que está sendo investigado após comentários sobre sacerdotisa transgênero alerta sobre perseguição.

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Rev Brett Murphy (Foto: Reprodução/YouTube)

O reverendo Brett Murphy, ex-pastor da Igreja da Inglaterra, está sob investigação após se referir a uma sacerdotisa transgênero como “um cara”. Murphy comentou sobre a reverenda Rachel Mann, abertamente transgênero, em seu canal no YouTube enquanto liderava a Igreja de São Davi em Coalville, Leicestershire.

Desse modo, a polêmica surgiu em resposta ao anúncio do Bispo de Manchester, David Walker, de que Mann seria a nova Arquidiácona de Bolton e Salford. Murphy deixou posteriormente a Igreja da Inglaterra devido às suas posições sobre bênçãos para casais do mesmo sexo e juntou-se à Igreja Livre da Inglaterra.

“Você pode se perguntar ‘isso realmente é digno de notícia, Brett’? Você pode revirar os olhos, se for um complementarista, de que outra feminista está ganhando uma posição proeminente de alto escalão na Igreja da Inglaterra, mas isso é pior do que isso. A reverenda Rachel Mann é, na verdade, biologicamente, um cara, que se identifica e vive como mulher”, declarou Murphy em um vídeo.

Medida Disciplinar

De acordo com Cihrstian Today, Uma Medida Disciplinar do Clero (CDM) foi inicialmente arquivada contra ele, mas foi reaberta. A CDM é o procedimento formal da Igreja da Inglaterra para lidar com alegações de má conduta grave por membros do clero. Isso pode resultar em repreensões, demissão e impedimento de futuras atividades dentro da Igreja.

Sendo assim, a queixa foi feita por Carolyn Lewis, diretora de Educação nas Dioceses de Derby e Leicester. Após considerar a queixa, o Bispo de Loughborough, Saju Muthalaly, decidiu não tomar nenhuma medida formal contra Murphy. Essa decisão foi posteriormente revisada por Ruth Arlow, que concluiu que estava “claramente equivocada”.

Agora, o Bispo de Loughborough terá que decidir se anula sua decisão original e recomenda sanções contra Murphy. O ex-pastor expressou receio com a investigação sob a CDM, temendo por sua subsistência e carreira. Ele alega que as CDMs estão sendo “usadas como uma arma pelos liberais para atacar o clero que não concorda com eles em ética sexual”.

Por fim, Andrea Williams, CEO do Centro Legal Cristão, que está apoiando Murphy, destacou que está lidando com um grande volume de casos envolvendo membros do clero que foram intimidados e punidos simplesmente por expressar crenças cristãs padrão sobre casamento e ética sexual.

“Estou preocupado com quantos membros do clero estão passando pelo mesmo processo e sofrendo em silêncio. Muitos clérigos anglicanos ortodoxos estão sendo alvo de um sistema que está sendo mal utilizado e abusado. O processo é projetado para pegar os ‘maus’, o clero que fez algo gravemente errado, não para afirmar uma verdade biológica alinhada com o próprio ensino da Igreja da Inglaterra”, concluiu ele.

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