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Embaixador do Irã diz que Yousef Nadarkhani não está sendo acusado por negar o Islã

Em encontro com parlamentares cristãos ele diz que o cristianismo não é a causa principal do processo

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O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, recebeu nesta terça-feira, 25, alguns deputados que fazem parte das Frentes Parlamentares Evangélica, Católica e da Família e do Grupo Parlamentar Brasil-Irã  para falar sobre o caso do pastor iraniano Yousef Nadarkhani que está preso desde 2009 por ter se convertido ao cristianismo.

O deputado federal Marcelo Aguiar (PSD-SP) entregou a moção de apoio ao pastor assinada pelos deputados e pediu para ir até o Irã acompanhar o caso pessoalmente já que não há informações precisas e o processo corre em segredo de justiça.

Aos parlamentares, Shaterzadeh disse que a prisão não tem relação alguma com o fato do pastor ter deixado o Islã, mas se refere a outros crimes cometidos. O embaixador disse também que em seu país os cristãos não são perseguidos e até citou dados sobre a quantidade de igrejas cristãs e adeptos da religião no país.

“Minha idéia é ver a situação de perto, porque não podemos brincar com a liberdade religiosa. Se ele está sendo investigado por outros crimes, queremos entender porque estão divulgando que foi perseguição religiosa”, disse Marcelo Aguiar.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do deputado, na próxima semana a Câmara dos Deputados receberá uma delegação de parlamentares iranianos, entre eles um cristão, e ouvirá mais detalhes sobre o caso.

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