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Estudos Bíblicos

Deus não vai fazer justiça?

Jesus nos ensina a orar no contexto de justiça. E promete que a ação de Deus virá e será rápida.

Angelo Bazzo

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Crianças quenianas (Gabriele Stravinskaite / Unsplash)

Em todos nós, reside o anseio de consertar o mundo ao nosso redor. A teologia cristã vai dizer que esse desejo é uma saudade do Éden, uma lembrança da harmonia e excelência de tudo o que Deus criou.

Os cristãos acreditam não apenas que Deus no princípio fez todas as coisas em estado de plena beleza e perfeição, mas também que a criação, como a vemos hoje, incluindo as relações humanas, não é a originalmente concebida pelo Criador.

É o que chamamos de “queda”. E até hoje sofremos as consequências dessa queda. Vejamos algumas delas:

  • a cada cinco segundos, uma criança morre de fome ou de causas relacionadas a ela;
  • os 20% mais ricos da população mundial consomem 76,6% dos bens do mundo, enquanto 80% da humanidade recebe o restante;
  • o número estimado de mortes causadas pela guerra e opressão durante o século 20 é entre 167 e 203 milhões;
  • cerca de 1,1 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento têm acesso inadequado à água, e a 2,6 bilhões de pessoas falta saneamento básico;
  • de 1920 a 2008, houve 858 milhões de abortos relatados em todo o mundo (o número real é bem maior).

Nosso mundo sofre debaixo de um pesado jugo de injustiça, e a pergunta que nos vem à mente é: “Deus não fará justiça?”. Foi, provavelmente, sabendo desse nosso clamor, que Jesus nos ensinou como buscar a solução na oração.

 “Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando- lhe: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’.” (Lc 18.1-3)

Veja que Jesus coloca a oração num contexto de justiça. A reposta da oração dessa viúva seria a justiça ser feita nas circunstâncias que estava enfrentando. Assim também é conosco quando olhamos para toda a injustiça no mundo.

Qual deve ser nossa postura diante de toda dor e sofrimento existentes? Devemos orar sempre e nunca desanimar, pois nos foi prometido:

“Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça, e depressa.” (Lc 18.8)

“Temos a promessa de que uma rápida justiça será executada em nosso favor. Isso não significa que a resposta virá em poucos minutos ou dias. Mas temos a promessa de Deus de que, quando ele começar a responder, sua justiça será rapidamente aplicada. Talvez, coisas que demoraram anos para mudar em poucos minutos serão revertidas pela rápida ação de Deus. Mas, para que isso ocorra, somos chamados a corresponder àquela palavra: ‘Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite?'” (Lc 18.7).

Essa é uma pergunta retórica, já que a resposta está implícita na pergunta. É óbvio que Deus fará justiça, mas, de acordo com o contexto, é para aqueles que clamam “dia e noite”.

Atualmente, Deus está levantando, em todas as nações, um movimento de oração diuturno, pois sua justiça está prestes a manifestar-se sobre a Terra, e seu reino em breve romperá as circunstâncias de maldade.

Há um chamado ressoando nos corredores da eternidade: quem irá orar por essa geração que sofre? Quem será, perante o trono da graça, a voz daqueles bebês que sofrem aborto sem que possam se defender? Quem irá diante do Todo-poderoso alçar a voz em prol da justiça para que ela reine sobre a Terra?

Venha, junte-se a todos os escolhidos que estão, dia e noite, perante o trono clamando: “Senhor libera tua justiça sobre nossa geração; venha teu reino, faze tua vontade; vem, Senhor Jesus!”.

É pastor sênior da Igreja Cristã Convergência e líder do Movimento Convergência (Igreja, Sala de Oração e Base Missionária), ambos em Monte Mor/SP. Faz parte do Ministério Impacto e está ligado ao Four12 (África do Sul), movimento de apoio às igrejas em vários países. As ênfases do seu ensino estão relacionadas a temas como: “Fim dos Tempos”, “Cultura de Oração” e “História da Redenção”.

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