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opinião

Antes de votar, o cristão deveria fazer estas perguntas

O cristão não deveria separar sua vida em compartimentos.

Moisés C. Oliveira

em

Eleições
Ilustração de voto (Cottonbro/Pexels)

Nenhum político, por si só, vai pautar, defender e implementar políticas, leis e práticas alinhadas com o Reino de Deus. Isso deveria ser uma demanda dos eleitores que o colocaram lá.

O cristão que vota sem considerar os princípios do Reino será obrigado a conviver com políticos que praticam a cristofobia, buscam diuturnamente a liberação do aborto, das drogas, que pregam o vitimismo, a bandidolatria, a restrição de direitos individuais e de propriedade, ataques e imposição das agendas que querem destruir a família, são contrários ao direito de defesa da própria vida e a dos seus, incentivam através de programas educativos do governo a doutrinação nas escolas e por ai vai.

Há uma tendência comum entre os cristãos de separar sua vida em “caixinhas”. Sua vida cristã religiosa não se mistura com sua vida secular e vice-versa, sua vida pessoal não se mistura com sua vida profissional e assim por diante.

Por separar sua vida nessas caixinhas, quando confrontado no trabalho (caixinha da vida profissional), o cristão, muitas vezes, consegue sufocar as afrontas que sofre por sua crença e princípios que defenderia, porque na sua mente, na caixinha da vida profissional isso é permitido; ele apenas ignora as afrontas como se não existissem.

A princípio, ele ainda tem a caixinha da vida religiosa que lhe oferece a liberdade de ir à igreja aos domingos, adorar, ouvir a Palavra de Deus, encontrar os irmãos e voltar para a caixinha da vida familiar, por exemplo e isto torna sua vida tolerável.

O apóstolo Paulo nos deixou uma preciosa lição de como conduzir nossa vida, seja qual for a situação. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31). Ora, o cristão deve ter Cristo como prioridade em sua vida, seja qual for o ambiente e qual for a situação.

Jesus nos deixou ensinamento ainda mais radical: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. (Mateus 19:29).

Podemos concluir que para o cristão a prioridade acima de toda que se possa imaginar deve ser Cristo, pois é esse o caminho para herdar a vida eterna. Portanto, o cristão não deveria separar sua vida em compartimentos, qual seja o ambiente, toda ação sua é para honra e glória de Deus.

Ora, numa vida em que Cristo é o centro e não há compartimento do qual ele seja removido da sua importância, a escolha de um político deveria se afigurar de acordo com os princípios do Reino de Deus. Sendo assim, oferecemos cinco perguntas objetivas que poderão ajudá-lo na sua decisão individual de escolher um político para votar.

1° – Tenho orado sobre esse assunto pedindo direção de Deus?

Frequentemente somos enganados pela eloquência de políticos. Há pessoas com habilidade de comunicação excepcional que conseguem nos envolver com um discurso ambíguo, subjetivo e atingem em cheio nossas emoções. Às vezes, até tomam algum posicionamento de oportunidade, mas é apenas narrativa sem compromisso com a realidade e com o futuro.

Convém sempre lembrar o que diz as Escrituras: “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz”. (Daniel 2:22)

Orar sobre a escolha mais adequada vai te guardar de ser iludido pelas narrativas vazias e te ajudar a escolher a pessoa certa.

2° – O político que escolhi está alinhado com meus princípios?

O escolhido tem posição clara em relação ao aborto, por exemplo? E quanto ao casamento tradicional, como ele se posiciona? E em relação aos direitos individuais?

Tente imaginar como um candidato ateu se portaria diante de uma demanda da igreja ou da comunidade cristã. Se eu votar num político isento, de qual lado ele se posicionaria se fosse preciso decidir entre princípios cristãos e a agenda LGBT? Um político ficha suja, condenado pela justiça, com histórico de reincidência em casos de polícia e corrupção, que moral teria para defender a ética e lisura na condução do mandato? Seria correto votar num político excessivamente preocupado com o bem-estar de criminosos e displicente e insensível com as vítimas?

3° – Estou votando consciente ou retribuindo um benefício que recebi?

Não é porque um cristão se beneficiou de algum incentivo do governo, seja na educação através do ingresso facilitado em Universidades, seja através de recursos em dinheiro recebidos, ou de qualquer outra natureza que ele tem a obrigação de retribuir seu voto para político corrupto. Não se trata de ingratidão, mas simplesmente de repudiar e não apoiar a permanência de corruptos no poder. Quem vota em troca de um benefício está negociando sua liberdade. A corrupção é inaceitável e condenada segundo a cosmovisão cristã. O cristão consciente sabe que votar num corrupto desagradaria a Deus e favoreceria o mal.

3° – Não achei político que preencheu minhas expectativas, o que faço?

Nesse caso pode estar na hora de tomar coragem, encher-se de ousadia e você mesmo, com humildade e temor a Deus, tornar-se nesse político ideal que a sociedade procura. Se não for o momento, nem se sentir capacitado, deveria incentivar outros da sua comunidade em quem vê potencial a fazê-lo. Os maus estão onde estão por ousadia e pela indiferença dos bons.

4° – Devo dar uma nova chance para o candidato que escolhi e me decepcionou?

Todos merecemos uma segunda chance, mas quando um político é eleito sabidamente com votos de cristãos conservadores e em dado momento muda de lado e passa a apoiar o aborto, por exemplo, ou se omite em condená-lo, seria o caso de tentar uma nova opção. Não precisamos de covardes, lenientes ou oportunistas nos representando. Há uma enorme margem para o político se movimentar, mas se ele não consegue defender princípios basilares pelos quais foi eleito fica difícil dar segunda chance.

5° – O que fazer após meu candidato ser eleito?

Primeira coisa é orar por ele. Apresentar constantemente a vida dele a Deus em suas orações e interceder para que exerça um bom mandato e faça valer o voto. Segunda coisa é acompanhar seu desempenho e cobrar sua atuação e posicionamento sempre que se fizer necessário. Se o candidato foi eleito com a bandeira de combate ao desarmamentismo ou a doutrinação nas escolas ele deve levar adiante essas demandas e tomar atitudes que se concretizem em ações reais. Sua omissão ou leniência quanto ao avanço das pautas assumidas deve ser questionada. Afinal, ele é o seu representante lá, onde estiver, seja em nível municipal, estadual ou federal.

Considerações finais

Toda nossa vida passa pela política, portanto devemos pesquisar com cuidado e ponderar seriamente sobre quem vamos eleger.

Quando alguém propõe que a família de um criminoso condenado e cumprindo pena receba um benefício e ignora completamente uma viúva, um órfão por exemplo, são todas decisões que passaram antes pela política, por mais injusta e arbitrária possa parecer.

Se permanecermos condescendente sobre o que acontece na política e nos afeta diretamente, muito em breve pastores serão condenados por pregarem o que está escrito na Bíblia. Sabemos como as agendas para destruição da família avançam com força sobre o país.

Como cristãos devemos agir, tomar decisões concretas alinhadas aos princípios do Reino de Deus. Mas também sabemos que nada escapa ao controle de Deus e não temos as respostas para tudo; nem por isso devemos ser omissos naquilo que nos cabe.

Que Deus tenha misericórdia do Brasil e nos oriente na hora do voto.

“Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” (1 João 4:4)

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Formado em Letras (Literatura Inglesa e Portuguesa), pastor assembleiano, professor da EBD e de teologia, residindo em São José, SC.

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