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Atirador da Noruega afirma pertencer a uma nova Ordem dos Templários; “Novos Pobres Cavaleiros de Cristo”

Ele a descreve como uma “ organização pan-europeia”, parte do “movimento patriótico nacional dos países da Europa”.

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O autor dos ataques no centro de Oslo e na Ilha de Utoya, Andres Behring Breivik, organizou um “manifesto” de 1.500 páginas, publicado antes da tragédia de sexta-feira. Nele, o atirador afirma pertencer a uma nova Ordem dos Templários de Cristo que prega o fundamentalismo católico e tem membros e diversos países da Europa.

Breivik confessou os crimes e disse que planejou o atentado por 18 meses sem contar com a ajuda de colaboradores. O documento foi chamado de Declaração Europeia de Independência – 2083, o texto tem na capa uma cruz dos templários, símbolo da extinta ordem religiosa e militar da Igreja que participou das Cruzadas.

De acordo com ele, a organização foi fundada em Londres, em abril de 2002, por militantes de nove países. A milícia teria sido batizada de “Novos Pobres Cavaleiros de Cristo” com o objetivo de lutar pela formação de uma frente de combate na Europa Ocidental nos próximos 20 anos.

O norueguês a descreve como uma “ organização pan-europeia”, parte do “movimento patriótico nacional dos países da Europa”. “A ordem é uma manifestação inicial da luta, fase de uma guerra civil na Europa Ocidental.” Segundo Geir Lippestad, advogado do atirador, seu cliente queria que os ataques causassem um “revolução anti-islâmica” na Noruega.

Ainda no documento, Breivik critica o multiculturalismo e a imigração. “Um alvo prioritário é a reunião anual do Partido Trabalhista”, escreveu ele, antecipando o ataque à Ilha de Utoya.

O criminoso revelou que a ação vinha sendo planejada desde 2009. Breivik usou munição de expansão, que se fragmentam em contato com o alvo. Tinha total conhecimento sobre o poder destrutivo do armamento, porque foi treinado em um clube de tiro da Noruega. Médicos que atenderam as primeiras vítimas disseram que nunca haviam visto ferimentos tão graves.

Ele também detalhou os planos do atentado, informando como montou uma empresa de fachada para comprar agrotóxicos e como usou fertilizantes para fabricar explosivos, com os quais pretendia matar 4.848 pessoas na Noruega.

Breivik sabia que seria lembrado como uma pessoa má, mas para ele o “terrorismo é um meio de despertar as massas”. “Serei lembrado como o maior monstro nazista desde a 2.ª Guerra”, disse. No fim, ele termina de maneira profética. “Acho que será minha última anotação”, menciona Breivik, ao lado da hora (12h51) e da data (22 de julho) – três horas antes da explosão em Oslo. Embora tenha dito que agiu sozinho, a polícia ainda investiga a ação de um cúmplice.

Com informações Jornal da Tarde

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