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opinião

A sutil armadilha da pregação

Não se pode pregar algo que não faça sentido na cabeça e nos corações das pessoas.

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Jovem pregando em culto (Foto: Nycholas Benaia / Unsplash)

Abandonar o texto bíblico, (ainda que de forma não intencional), e deixar a indignação contra leituras e interpretações da vida cristã, que poderiam ser consideradas reprováveis, é uma armadilha sutil para um teólogo(a) pois, além de tomar o precioso tempo de exposição e ensino das Escrituras, especialmente numa sociedade acostumada com o instantâneo e de curto prazo, corre o risco de apresentar um caleidoscópio de ideias e formulações teológicas que, naquele momento, são insignificantes e até mesmo indesejáveis.

É possível perceber em algumas exposições, a ansiedade do preletor(a) ao expor as Escrituras num culto público. Talvez pela escassez de oportunidades. Talvez pelo desejo de “jogar para fora” suas elucubrações teológicas que lhe permitiram clareza em certos temas. Talvez por soberba. Talvez por falta de pedagogia e estratégia ou até, controle emocional.

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Sim. É fácil para o expectador avaliar com certo grau elevado de exigência quem se dispõe, com muita honradez, refletir sobre aspectos da vida cristã e também sobre as interpretações possíveis de temas teológicos. A tarefa de análise se assenta na atenta escuta e observação de quem fala.

Contudo, esta ação de avaliação também permite ao expectador um lugar de correção, primeiramente de si, ao se perguntar se tal vício também lhe é próprio. Depois, verificar se esta atitude tem sido uma constante ente teólogos que recebem a oportunidade de ensino na comunidade. Seria o saber teológico teórico motivo de distração durante uma exposição, ou a sua incorreta utilização dele. Prefiro a segunda opção.

É possível ouvirmos de alguns preletores que o conhecimento sem amor é nada. De fato. Mas e o amor sem conhecimento? Apenas sentimento? Sentimento é suficiente. Não sei. Porém, diante do que temos visto e observado, é importante que todos analisemos primeiramente a forma de nossos discursos, aulas e pregações, para sabermos se a mensagem tem “pé e cabeça”. É importante a reflexão: Se eu fosse alguém do público ouvinte e, ao final da mensagem, alguém me perguntasse: “o que você aprendeu hoje?”. Eu seria capaz de responder em uma frase, ou teria dificuldade em responder e ficaria buscando na memórias peças de um quebra-cabeças teológicos que não se encaixam pois foram dadas de forma aleatória.

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Sim, e possível elaborar uma mensagem pedagogicamente eficaz, que faça sentido para quem ouve. Sim, é possível um discurso teleológico que “pegue na mão da pessoa”, alvo da mensagem, e a leve até o clímax da conclusão que gera entendimento. É óbvio que para além de toda crítica técnica, o fator divino é fundamental e está para além da crítica. É possível que se tenha uma pregação tecnicamente perfeita que não atinge o coração de ninguém.

Contudo, não consigo aqui, nem ali, estabelecer uma métrica espiritual para avaliar o nível de espiritualidade e unção de um expositor(a) das Escrituras. Sabe-se que elaborar uma mensagem, requer unção e técnica daqueles que se dispõe a ensinar na comunidade.

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Não se pode pregar algo que não faça sentido na cabeça e nos corações das pessoas. É necessário que aprendamos a falar como o Mestre falava. Jesus utilizava estratégias bastante elementares, porém, eficazes para se transmitir uma ideia, um ensino ou exortação. A simplicidade com autoridade. A mansidão com convicção. A humildade com sabedoria.

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Breno Silveira. Teólogo, pós-graduado em História e Geografia. Coordenador do Curso de Teologia da Faculdade Batista de Minas Gerais e do Colégio Batista Mineiro em Belo Horizonte.

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