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Ministro diz que Bolsonaro não pediu atendimento preferencial para pastores

Milton Ribeiro não comentou sobre áudio em que fala sobre amigos de pastor.

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, divulgou nota em que nega oferecer atendimento preferencial para divulgou uma nota em na tarde desta terça-feira (22) na qual nega oferecer favorecimento a pastor e diz que não recebeu nenhuma instrução do presidente Jair Bolsonaro para atendimento especial na distribuição de verba.

A nota foi divulgada depois de um áudio, que veio a público através da Folha de S. Paulo, no qual o próprio ministro afirma que repassa verbas para municípios indicados por dois pastores a pedido do presidente.

O ministro não comentou o teor dos áudios, apenas respondendo as questões levantadas com a exposição dos acontecimentos, afirmando que a alocação de recursos pelo ministério obedece a lei orçamentária e critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Antes mesmo da divulgação da nota, a oposição ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento do ministro caso sejam confirmadas irregularidades no repasse das verbas públicas.

“Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”, afirmou Ribeiro, que no texto não comentou o conteúdo do áudio.

Na gravação, Ribeiro diz: “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”.

Segundo ele informou na nota, o presidente teria pedido que todos os que procurassem o ministério fossem atendidos, inclusive os dois pastores.

“Registro ainda que o Presidente da República não pediu atendimento preferencial a ninguém”, diz o texto.

Íntegra da nota:

Nota de esclarecimento

Diferentemente do que foi veiculado, a alocação de recursos federais ocorre seguindo a legislação orçamentária, bem como os critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado.

Registro ainda que o Presidente da República não pediu atendimento preferencial a ninguém, solicitou apenas que pudesse receber todos que nos procurassem, inclusive as pessoas citadas na reportagem. Da mesma forma, recebo pleitos intermediados por parlamentares, governadores, prefeitos, universidades, associações públicas e privadas. Todos os pedidos são encaminhados para avaliação das respectivas áreas técnicas, de acordo com legislação e baseada nos princípios da legalidade e impessoalidade.

Desde fevereiro de 2021, foram atendidos in loco 1.837 municípios em todas as regiões do País, em reuniões eminentemente técnicas organizadas por parlamentares e gestores locais, registradas na agenda pública do Ministério, estabelecendo relação direta entre o MEC e os entes federados. Os atendimentos técnicos, conduzidos por servidores da autarquia, permitem esclarecimento dos procedimentos para planejamento e acesso aos recursos disponibilizados via FNDE, por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR 4).

Seguindo os princípios de transparência, integridade e governança, obedecendo orientação dos Órgãos de Controle Federais (CGU e TCU), esta gestão apresentou o Painel de Investimentos, buscando o aperfeiçoamento da gestão dos recursos públicos, pois muitos prefeitos ainda desconhecem sua carteira de projetos e quais recursos estão disponíveis em suas contas. O Painel está disponível a qualquer cidadão que deseja acompanhar os recursos de seu município.

Independente de minha formação religiosa, que é de conhecimento de todos, reafirmo meu compromisso com a laicidade do Estado, compromisso esse firmado por ocasião do meu discurso de posse à frente do Ministério da Educação. Ressalto que não há qualquer hipótese e nenhuma previsão orçamentária que possibilite a alocação de recursos para igrejas de qualquer denominação religiosa.

Por fim, reafirmo o meu compromisso republicano de exercer as atribuições desta Pasta em prol do Interesse Público e do futuro da Educação do Brasil.

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