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Meninas do Chibok: seis anos de incerteza e dor

Os pais ainda esperam o retorno das 112 meninas que permanecem em cativeiro do Boko Haram

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Mães do Chibok: elas ainda esperam suas filhas (Portas Abertas)

Na noite de 14 de abril de 2014, quase 230 meninas – a maioria cristã, foram sequestradas de uma escola secundária, em Chibok, um vilarejo no estado de Borno, nordeste da Nigéria. O Boko Haram, grupo extremista que há anos vem assolando a Nigéria com terror, logo assumiu a ação.

Após uma grande comoção da mídia e de celebridades de todo o mundo com campanhas pedindo a libertação das meninas, o governo da Nigéria iniciou, sem muito sucesso, algumas ações para reavê-las.

107 foram libertadas ou escaparam de alguma forma. A maioria destas meninas estão estudando na New Foundation School, um programa de preparação para o Ensino Superior da Universidade Americana da Nigéria, em Yola, no estado de Adamawa.

Dando continuidade aos seus estudos, elas vivem em um regime muito controlado, sem muito contato com os pais ou com o mundo exterior. Além disso, elas têm acompanhamento para se recuperarem do trauma. Outras dez meninas que conseguiram escapar durante ou logo depois do ataque, foram estudar nos Estados Unidos.

Hoje, 112 permanecem em cativeiro. Não se sabe ao certo onde elas estão. Ao longo dos anos, a Portas Abertas tem oferecido apoio emocional e prático a várias sobreviventes dos sequestros do Boko Haram, bem como aos pais das meninas ainda em cativeiro. Como Yana Gana, mãe de uma das meninas sequestradas, a maioria dos pais dizem que mantêm a esperança de ver o retorno seguro das filhas. Seis anos é muito tempo, mas para Yana, é como se tivesse sido ontem que ela viu a filha, Rifkatu, pela última vez.

“É um fardo pesado de carregar. Quando ela foi sequestrada, o riso cessou em minha casa. Todo mundo estava cheio de dor, principalmente eu, que dei à luz a ela. Nunca vou perder a esperança de que Rifkatu volte. Nós a esperaremos, não importa quanto tempo leve. Eu acredito que Deus fará um milagre e as meninas serão libertadas”, compartilha Yana.

Quando conseguem escapar, muitas dessas mulheres têm que lidar com a rejeição da família e comunidade, pois poucos as tratam com compaixão. Eles simplesmente não querem ouvir o que elas têm a dizer e, finalmente, elas se retiram e ficam em silêncio.

Muitas consideram o suicídio. Como parte da cultura, se algo doloroso acontece com uma pessoa, ela carrega vergonha. Não é apenas uma vergonha pelo sequestro, mas se sentem envergonhadas por se converterem ao islã, serem abusadas sexualmente e pelos bebês que têm. Os filhos são a evidência do que lhes aconteceu.

Ajude a curar traumas

Um dos projetos da Portas Abertas dá suporte a mulheres vítimas de ataques do Boko Haram, ou que tiveram seus maridos mortos ou que foram sequestradas e libertadas. Para saber mais esse projeto, acesse a Campanha Aconselhamento Pós Trauma Para Mulheres.

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