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Igreja da Inglaterra estuda uso de “gênero neutro” para Deus

Reverendo refuta uso de linguagem neutra na igreja, afirmando que Deus não pode ser neutralizado sem perda de significado.

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Mulher na Igreja Anglicana. (Foto: Andrys Stienstra / Pixabay)

Após padres pedirem permissão para usar termos neutros de gênero ao se referir a Deus, a Igreja da Inglaterra está considerando se deve parar de se referir a Deus como “ele”.

Nesse sentido, a igreja disse que lançaria uma nova comissão sobre o assunto na primavera. Qualquer alteração potencial, que marcaria um afastamento dos ensinamentos tradicionais de milênios, teria que ser aprovada pelo Concílio, o órgão decisório da Igreja.

De acordo com o The Guardian, o Rev. Dr. Michael Ipgrave, bispo de Lichfield e vice-presidente da comissão litúrgica responsável pelo assunto, disse que a igreja vinha explorando o uso da linguagem de gênero em relação a Deus por vários anos.

“Depois de algum diálogo entre as duas comissões nesta área, um novo projeto conjunto sobre linguagem de gênero começará nesta primavera. Em comum com outras possíveis mudanças na disposição litúrgica autorizada, mudar a redação e o número de formas de absolvição autorizadas exigiria um processo sinódico completo para aprovação”, disse.

Desta forma, os comentários do bispo vieram em resposta a uma pergunta feita no Concílio sobre o progresso no desenvolvimento de uma “linguagem mais inclusiva” nos serviços. As especificidades do projeto ainda não estão claras.

Como consequência, os críticos conservadores se opuseram à possibilidade de mudanças, com o Rev. Dr. Ian Paul dizendo que elas representariam um abandono da própria doutrina da Igreja.

“O fato de Deus ser chamado de ‘Pai’ não pode ser substituído por ‘Mãe’ sem mudar de significado, nem pode ser neutralizado sem perda de significado. Pais e mães não são permutáveis, mas se relacionam com seus descendentes de maneiras diferentes”, apontou.

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