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Brian Houston, da Hillsong, diz que pai era pedófilo em série

Brian Houston afirma que uma declaração pública revelando o verdadeiro motivo do afastamento de seu pai deveria ter sido feita.

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Brian Houston (Foto: Reprodução/YouTube)

O ex-pastor sênior global e fundador da rede de Igrejas da Hillsong, Brian Houston, disse a um tribunal na Austrália que seu pai, Frank, era um “pedófilo em série”, reconhecendo que a denominação deveria ter emitido uma declaração pública sobre a razão pela qual seu pai foi destituído em 1999.

“Não tenho dúvidas agora que meu pai era um pedófilo em série, e provavelmente nunca saberemos a extensão disso”, disse Houston, que se declarou inocente de ocultar o abuso sexual de seu pai, ao tribunal local de Downing Centre.

De acordo com The Christian Post, após uma investigação de dois anos pela Polícia de Nova Gales do Sul, em agosto passado Brian Houston foi formalmente acusado de não ter denunciado o abuso de seu pai sobre um jovem.

Desta forma, as autoridades acusam Houston, 68 anos, de “conhecer informações relacionadas ao abuso sexual de um jovem do sexo masculino nos anos 70 e de não ter levado essa informação à atenção da polícia”. No entanto, Houston negou qualquer ato ilícito.

Além disso, durante o mandato de Frank Houston como líder ele foi acusado de ter abusado de diversos jovens na Nova Zelândia e na Austrália. Brian Houston supostamente forçou imediatamente seu pai a se demitir com uma pensão, uma vez que soube das reclamações contra ele em 1999.

Logo, Houston disse ao tribunal que pensava na época que seu pai, que morreu em 2004, não era “um perigo” para a comunidade, por suas condições de saúde deteriorada, e que o abuso ocorreu dentro de uma “temporada”.

Segundo documentos do tribunal, Brian Houston sabia sobre o abuso já em setembro de 1999. Frank Houston foi o chefe das Assembléias de Deus na Nova Zelândia até 1971. Houston afirma ter respeitado os desejos da vítima de seu pai, Brett Sengstock, ao não denunciar a alegação às autoridades.

Por fim, Brian Houston rejeitou as alegações dos promotores de justiça de que ele só revelou a confissão de seu pai a figuras da igreja para que ele pudesse “ter controle” sobre um escândalo em potencial. Ele também negou alegações de que $10.000 foram pagos a Sengstock em troca de seu silêncio. 

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