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Estudos Bíblicos

Você está disposto a esvaziar o seu “eu”?

Que Deus nos ilumine em nossa caminhada

Leandro Bueno

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Esta semana, eu fui a um enterro da mãe de um amigo da igreja para mostrar minha solidariedade e ali naquele ambiente triste, fui tomado por uma presença forte de Deus, a me lembrar de que na morte, todos os orgulhos, vaidades, inimizades se encerram.

Creio, inclusive, apesar disso não ser dito na Bíblia, que Deus permitiu a existência da morte, como resultado de nosso pecado, para nos lembrar que todos somos iguais, pois certamente o Criador sabia que em face da vaidade e do pecado, sempre existiriam homens se achando melhores que os outros. Assim, nada como um fato que “equalizasse” a todos.

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  • E logo ao sair ali do cemitério, não sei bem a razão, mas comecei a lembrar também das minhas viagens de avião e quando, olhando pelas janelas das aeronaves, vi por diversas vezes, como do alto, somos tão pequenos e insignificantes.

    E por que cito essas duas situações? É porque elas paradoxalmente me trazem para perto de Deus com uma sensação de completude, de paz, difícil de explicar.

    Isto porque, são circunstâncias que me esvaziam, tiram a empáfia do coração e me fazem reconhecer que não sou nada, sem a presença do Senhor em minha vida.

    Neste sentido, creio que esse reconhecimento e humildade diante da nossa humanidade e com nossos irmãos é exatamente o contrário do que a Bíblia chama de olhos altivos, expressão que traz a ideia de altivez, sendo sinônimo de “olhos orgulhosos”, uma das sete características que Deus abomina, como lemos Provérbios 6,16-19, verbis:

    “ Existem sete coisas que o Deus Eterno detesta e que não pode tolerar: os olhos altivos, a língua mentirosa, mãos que matam gente inocente, a mente que faz planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que diz mentiras e a pessoa que provoca brigas entre amigos.”

    Creio que no momento em que nos achamos o centro do universo, que tudo orbita em nossas voltas, que as pessoas existem apenas para atender nossos caprichos e manias, além de demonstrarmos um alto grau de imaturidade espiritual, criamos muralhas para que o Espírito de Deus esteja agindo nos nossos corações. Até porque o indivíduo ególatra, tem a falsa ideia de que ele se basta, que ele é um fim em si mesmo.

    No mundo materialista atual, como nos lembra Jane Eyre de Melo, o homem começa a perceber que, como há um Deus fora de si, por que não pode haver um dentro também? Afinal, Deus não está em toda parte? Não seria o homem o seu próprio deus? Não teria ele sempre criando os deuses externos à sua própria imagem e semelhança?

    Assim, este homem só vai a Deus para fazer uma espécie de troca, de barganha, em busca de bênçãos materiais e milagres. Não há espaço para se derramar diante de Deus, deixar o Espírito Santo agir no coração.

    Por isso que o Evangelho de tomar sua cruz, de se doar pelo próximo, de ter compaixão por aqueles que aparentemente nada podem nos oferecer em troca, de devolver o dinheiro auferido com corrupção, o pedir o perdão aos outros, etc., é um evangelho que a maioria não quer saber, pois ele é desafiador, isto porque ele exige o que estou falando aqui neste texto: a necessidade de nos esvaziarmos, de calar o nosso ego e isso é difícil, muito difícil.

    Concluo aqui, pedindo que Deus nos ilumine em nossa caminhada, que sejamos mais humanos, mais humildes para que a luz do Mestre resplandeça em nós, para que os outros possam ver ali os “pequenos cristos”, como ocorreu na Capadócia, na Ásia Menor, quando os cristãos foram assim chamados pela primeira vez. Amém.

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