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Opinião

Você clama pelo nosso país?

Estamos diante de uma verdadeira guerra espiritual

Leandro Bueno

em

Orando pelo Brasil. (Foto: Reprodução)
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Mesmo já sendo cristão há muito tempo, admito que uma das coisas que nunca fazia era orar pelo país e pelo governo, apesar da clara orientação encontrada em 1 Timóteo 2:2, que nos conclama a orar a favor daqueles que governam e todas as autoridades, para que possamos viver uma vida tranquila e cheia de paz, com toda devoção e respeito a Deus.

Mas, o que me fez acordar para isso, foi algo que venho sentindo muito ultimamente, que é um profundo incômodo da divisão social que se encontra o país, com muita gente desejando o pior para o país, simplesmente por detestar o atual governo, independentemente das coisas positivas e negativas que estejam sendo feitas.

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Espanta-me, por exemplo, ver até gente próxima de mim, desejando o pior para o país, simplesmente porque seu partido não está no poder. Algo que para mim não faz o menor sentido. No período eleitoral, vi divisões de famílias, brigas entre irmãos da própria igreja, até em grupos de WhatsApp. A pergunta é: Isso valeu a pena? O que acrescentou isso em nossas vidas?

Neste contexto, não gosto muito de “espiritualizar” a coisa, mas, a cada dia é mais claro para mim, talvez até por estar aqui em Brasília, a existência de uma verdadeira guerra espiritual, onde fica bem evidenciando sentimentos de contendas, de divisões, de inimizades, gerando, ao final, desesperança e caos entre as pessoas.

Diante deste quadro, é importante que não nos calemos diante do mal, pois como bem nos alertou o pastor e teólogo Dietrich Bonhoeffer, que participou da resistência alemã antinazista: “O silêncio diante do mal é em si mesmo um mal. Deus não nos terá por inocentes. Não falar é falar. Não agir é agir.”

Ocorre que temos que entender que isso não significa simplesmente lutar por poder temporal, como tem se visto, querer impor na marra nosso gosto político aos outros, mas, sim, prestigiar os valores do Evangelho. A mensagem deste é algo transcendental e muito maior e não se confunde em ser de direita, de centro ou de esquerda, mas, o Evangelho é pautado na esperança, na consciência que somos meros peregrinos neste mundo, e nos valores do Reino de Deus.

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Assim, penso que uma postura correta que deveríamos adotar, neste momento histórico delicado que vivemos, é saber diferenciar aquilo que é bom e positivo para a sociedade, que é proposto por nossos governantes, daquilo, que é ruim. Infelizmente, isso não tem ocorrido, pois as pessoas atualmente, em face da polaridade em que estamos vivendo, parecem estar em um quadro do tipo 8 ou 80. Falta equilíbrio, falta sensatez, transbordam emoções e preconceitos e carece-se de racionalidade e bom-senso.

Por fim, eu acredito que hoje no mundo, existe uma agenda muito bem consolidada que busca fomentar divisões sociais, pois quanto mais uma sociedade esteja fragmentada e dividida, mas fácil é de se impor valores novos, em uma verdadeira engenharia social. Infelizmente, muitas pessoas aparentemente não acordaram para tal realidade, ou acham que trata-se de mera “conspiração”, apesar dos fatos estarem aí a toda prova.

Que Deus possa estar renovando nossas esperanças e que tenhamos a mesma certeza da Bekennend Kirche, a Igreja Confessante alemã da época do citado Dietrich Bonhoeffer: “Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador.” E que nossa relação diária seja pautada nos valores do Reino, apoiando aquilo que seja bom para a sociedade e rejeitando aquilo que só ajuda a matar, roubar e destruir as pessoas. Amém.

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