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Opinião

Vingadores com beijo gay e a guerra cultural no Brasil

Cada cristão precisa saber como se posicionar

Maycson Rodrigues

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Vingadores (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Hoje em dia, não tem jeito. Ou você é progressista, ou é conservador. Se você é progressista, vai defender o conteúdo gay nas escolas, na mídia e no mercado, porque qualquer restrição para conteúdos que favorecem a agenda LBGT se configuraria num retrocesso. Se você é conservador, vai ser contra a proliferação de tais conteúdos nos mesmos ambientes, por entender que são simplesmente nocivos às crianças.

Logo, a pergunta que surge é simples: de que lado você está?

Só que eu quero propor outro caminho.

Eu sou cristão protestante, muito além de ser conservador. Eu prezo, justamente por este fato, pelas liberdades individuais e religiosas. O Estado, para mim, não determina a crença de ninguém, apenas permite que cada um tenha sua cosmovisão e a estabeleça em suas casas.

Logo, eu acredito em duas coisas, pensando neste episódio envolvendo a Bienal e o prefeito Marcelo Crivella: 1) estamos numa guerra cultural visível e 2) temos de ser estratégicos para vencermos cada batalha de narrativas políticas que instrumentalizam a arte para tentar estabelecer um pensamento hegemônico na sociedade.

Todo cristão verdadeiro – e que é um pagador de impostos no Brasil – deve considerar nocivo qualquer material que transmita para a mente da criança uma naturalidade na prática homoafetiva, e isso porque a criança não deveria acessar a este tipo de informação nesta fase da vida.

A criança não tem de pensar em sexualidade, muito menos ser induzida a lidar com isso pela via da arte. Chega a ser ridículo o que alguns escritores de livros e de roteiros de filmes e novelas vêm fazendo nas últimas décadas. Só que essa é a guerra cultural.

Para que uma agenda de uma determinada ala das minorias avance, faz-se uso do monopólio da produção cultural, por onde argumentos “em favor da democracia” ganham uma maior força; logo, precisamos de sabedoria para que seja articulado um contra-movimento, sem que as bases do Estado Democrático de Direito sejam comprometidas.

Como Paulo articulou quando foi perseguido e preso, apelando para César, precisamos fazer o uso correto da Lei Brasileira (em especial o ECA) e de nossa Constituição para fazer valer não uma agenda conservadora, mas a proteção via poder público da inocência das crianças.

Não cabe nenhuma aceitação de tentativas demagógicas que visam, pela estratégia da relativização moral embutida de uma forte carga de preconceito religioso, manifestar um repúdio recheado de argumentações esquerdistas de quem não respeita a cosmovisão cristã que não somente estabeleceu as bases para o avanço do pensamento político democrático no Ocidente, como foi determinante para frear a continuidade do projeto perverso do lulopetismo, que tinha por objetivo máximo a perpetuação no poder e o enfraquecimento das Instituições, em especial a família.

O caminho para combater os desvios na democracia é “mais democracia”. Quem não concorda com o pensamento de que a sexualização infantil precoce é prejudicial na formação do indivíduo deverá aceitar a liberdade de expressão do outro, e quem pensa desta forma precisa não de cair no jogo da histeria ou da lacração; mas, sim, estabelecer um contraponto racionalmente consistente e ainda insistir nas vias democráticas, para que tal agenda que chama a libertinagem de “liberdade” não ganhe força – e tudo isso com resiliência, fundamentação lógica e amparo legal.

A guerra cultural não vai acabar tão cedo, e cada cristão precisa saber como se posicionar. É importante – além de apenas não comprar um livro como este – saber respeitar quem queira comprar. E que cada um, em sua casa, determine os valores e conduza a criação de suas crianças.

E para finalizar, somente para fins de informação e corroborando com o argumento trazido neste artigo, acaba de sair na tarde deste sábado (07) uma decisão do presidente do TJ (Tribunal de Justiça), Claudio de Mello Tavares, por uma liminar favorável à Prefeitura do Rio, cassando a decisão anterior que impedia o Município de “buscar e apreender” o livro “Vingadores – a cruzada das crianças”. Os procuradores do município, que entraram com a liminar de sexta-feira, dia 6, às 23h, alegaram urgência na decisão por entenderem que o caso é “de grave lesão à ordem pública”, impedindo a prefeitura de fiscalizar.

Numa guerra, vale muito mais a estratégia do que a força. Temos meios humanos válidos para que os valores que mantém este mundo basicamente ordenado sejam preservados. Que façamos o uso correto destes para a glória de Deus e para a salvaguarda de nossas crianças.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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