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Sociedade

Pastor se isenta de culpa no desvio de dízimos na Igreja Maranata

Ele afirma que foi usado pelo presidente da igreja que o fazia assinar documentos sem que ele tomasse conhecimento do teor.

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O pastor Arlínio de Oliveira Rocha gravou um vídeo para dizer que foi usado por Gedelti Gueiros, líder da Igreja Cristã Maranata, e para também que ele não tem participação nos crimes financeiros que aconteceram na instituição.

Rocha, 75 anos, é ex-secretário do Presbitério da ICM e aparece na lista dos denunciados pelo Ministério Público. No vídeo divulgado na última quarta-feira (4) o pastor afirma que foi “inescrupulosamente usado” nesses crimes e que estava “indignado que seu nome e sua assinatura tenham sido usados de forma inescrupulosa”.

“Como primeiro secretário, assinava documentos de boa fé, às vezes até sem tomar conhecimento do seu teor total. Eu era funcionário da entidade e obrigado a obedecer irrestritamente a pessoa do presidente”, disse.

Rocha falou também que se sentiu traído, pois agia de boa fé enquanto os líderes usavam sua assinatura para desviar o dinheiro. Ao contrário de outros envolvidos no caso, o ex-secretário não está contra a imprensa, pelo contrário, deu apoio para que o caso possa ser solucionado.

“Gostaria de externar meu total apoio à imprensa e ao Ministério Público em sua busca pela elucidação dos fatos e alertar aos irmãos para não interpretar como sendo perseguição à igreja”.

O Ministério Público do Espírito Santo denunciou 19 membros da igreja incluindo pastores e contadores que prestavam serviço para a ICM. Acredita-se que o esquema tenha desviado mais de R$20 milhões vindo das doações dos fiéis.

Assim que o vídeo de Arlínio foi publicado, ele recebeu a ligação de um pastor. Do outro lado da linha um dos investigados no caso dizia que sonhou com a morte da filha de Arlínio Rocha. O ex-secretário entendeu que estava sendo ameaçado e acionou a polícia e seus advogados.

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