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Vaticano nega que papa Francisco tenha apoiado união homossexual

Pontífice católico teria respondido duas perguntas distintas e que foram tiradas do contexto.

Michael Caceres

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Papa Francisco. (Foto: Reprodução / Youtube)

Depois do barulho causado pela divulgação do documentário “Francesco”, do cineasta americano Evgeny Afineevsky, a Secretaria de Estado do Vaticano requisitou aos representantes do pontifícios que compartilhassem com os bispos do mundo  todo esclarecimentos sobre o que foi interpretado como um apoio do papa Francisco a união civil homossexual.

A secretaria de Estado do Vaticano afirmou neste domingo (1º) que as palavras do líder da Igreja Católica foram mal interpretadas e até adulteradas, retiradas de duas perguntas distintas e reproduzidas no documentário como se fossem uma única resposta.

No texto, o Vaticano afirma que Francisco respondia primeiro sobre uma pergunta de cunho pastoral, que dizia respeito ao acolhimento da família as pessoas com orientação homossexual, defendendo que eles não deveriam ser discriminadas. Ele teria dito que: “as pessoas homossexuais têm direito a estar em família; são filhos de Deus, têm direito a uma família. Não se pode afastar da família ninguém nem fazer a sua vida impossível por isso”.

Já na parte que daria respaldo ao apoio do pontífice a união civil homossexual, a pergunta dizia respeito a lei argentina de 10 anos atrás sobre “casamentos de casais do mesmo sexo”, na qual ele, que na época era arcebispo de Buenos Aires, se posicionou contrario a aprovação da lei.

O papa Francisco teria dado a seguinte resposta sobre esse tema, que teria sido retirada de contexto pelo cineasta: “é uma incongruência falar de matrimônio homossexual” e acrescentou que essas pessoas deveriam ter, contudo, alguma cobertura legal.

“O que temos de fazer é uma lei de convivência civil; [elas] têm direito de estarem cobertas legalmente. Eu defendi isso”, teria dito o pontífice.

Para enfatizar que a fala do líder católico se referia a questão da legislação do Estado, o Vaticano afirma que “é evidente, portanto, que [o papa] se referiu a determinadas disposições estatais, certamente não à doutrina da Igreja – numerosas vezes reafirmada no curso dos anos.”

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