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Sociedade

Vaticano se posiciona sobre ideologia de gênero nas escolas: “Homem e mulher os criou”

Igreja propõe um esclarecimento antropológico para reconhecer que homens e mulheres são diferentes

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Papa Francisco
Papa Francisco durante Audiência Geral. (Foto: Reprodução / Youtube)

No documento publicado pela Congregação para a Educação Católica, o Vaticano se pronunciou a respeito do ensino da ideologia de gênero nas escolas. O texto ganhou o título de “Homem e mulher os criou. Para uma via de diálogo sobre a questão ‘gender’ na educação”.

Nele, o Vaticano declara que estamos diante de uma emergência educativa sobre os temas de afetividade e sexualidade e mostra o posicionamento da Igreja Católica a respeito dessa ideologia que quer dizer que as diferenças biológicas e sociais entre homens e mulheres não existem.

“A desorientação antropológica que caracteriza difusamente o clima cultural de nosso tempo, certamente contribuiu para desestruturar a família, com a tendência de cancelar as diferenças entre o homem e a mulher, consideradas como simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural”, diz trecho divulgado pelo ACI Digital.

O texto ainda dá um resumo sobre a ideologia de gênero e diz que ela “apresenta uma sociedade sem diferenças de sexo e esvazia o fundamento antropológico da família”. O Vaticano se mostra preocupado com os projetos educativos e as diretrizes legislativas que tentam impor essa ideologia.

Defendendo a condição particular da pessoa e condenando a discriminação por deficiência, origem, religião, tendências afetivas e etc, o documento entende que a ideologia é “um processo progressivo de desnaturalização ou distanciamento da natureza rumo a uma opção total para a decisão do sujeito emocional”.

“A antropologia cristã tem suas raízes na narração das origens tal como aparece no livro de Gênesis, onde está escrito que ‘Deus criou o homem à sua imagem […] homem e mulher os criou’. Nestas palavras, há o núcleo não só da criação, mas também da relação vivificante entre o homem e a mulher, que os coloca em íntima união com Deus”, diz trecho do documento.

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