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Sociedade

Toffoli pede que Moro e PF informem se há investigação contra Glenn Greenwald

Pedido atende ação movida pelo partido Rede Sustentabilidade.

Michael Caceres

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Dias Toffoli
Dias Toffoli se reúne com os presidentes dos Tribunais de Justiça. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um pedido feito pelo partido Rede Sustentabilidade para que procedimentos contra o jornalista Glenn Grenwald sejam interrompidos, levou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, a pedir informações ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e à Polícia Federal (PF).

Greenwald é o fundador do site The Intercept, responsável por divulgar conversas obtidas de forma ilegal entre autoridades da Lava Jato. O Supremo deu prazo de cinco dias para que Moro e PF respondam sobre se há alguma investigação contra o jornalista.

As mensagens que vêm sendo divulgadas com o objetivo de enfraquecer a Lava Jato, são do tempo em que Moro era juiz na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, de onde julgou e condenou diversos criminosos envolvidos em corrupção.

Segundo informou o site O Antagonista, a Polícia Federal, que é subordinada a Moro, pediu informações de atividades financeiras de Greenwald ao Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf). Não houve, no entanto, confirmação de que há uma investigação contra o americano.

Apesar de o relator da ação da Rede ser o ministro Gilmar Mendes, coube ao presidente da Corte tomar a decisão sobre o caso, pois o STF está em recesso no mês de julho. Toffoli também quer que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradora-Geral da República (PGR) se manifestem em três dias.

Greenwald mantém um relacionamento homossexual com o deputado David Miranda (PSOL-RJ), que era suplente do ex-deputado Jean Wyllys, que está sendo investigado a pedido do deputado José Medeiros (PODE-MT), sob suspeite de ter vendido seu mandato.

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