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Opinião

Toffoli é o eterno advogado do Lula. Ou: um golpe impetrado contra a Lava Jato

Presidente do Supremo deve muito a quem o ajudou a realizar um sonho.

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Dias Toffoli. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Nem por reputação ilibada, nem por notório saber. Dias Toffoli só foi indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) por ter sido advogado do ex-presidente Lula e do PT — vulgo: Partido das Trevas. Se não fosse assim, estaria por aí advogando para bandidos. Não que advogar seja um demérito!

O fato é que, apesar da toga, Toffoli é o eterno advogado do Lula. Deve muito a quem o proporcionou realizar o sonho de ser juiz, já que por concurso não conseguiu. O presidente do STF foi reprovado duas vezes para juiz de primeiro grau.

Isso faz da pretensão de Toffoli de anular condenações da Lava Jato legítima? Me diga você! Na minha singela opinião, o Supremo já se perdeu a tempos. Não é recente a sanha dos ministros da Corte em beneficiar bandidos de todas as espécies.

Com manobras mirabolantes e teses inexistentes, os ministros do Supremo encaminham a destruição da Operação Lava Jato, símbolo máximo do combate à corrupção no Brasil, do fim da impunidade para os crimes de colarinho branco.

Aliás, os crimes de colarinho branco são sempre os grandes beneficiados pelos “excelentíssimos” ministros. O que tem de político enrolado contando com a proteção do foro especial. Não é mesmo Flávio? Mas não vem ao caso! Voltemos ao tema.

O presidente do Supremo Tribunal Federal afirmou que a tese inventada pela Corte, que anulou a sentença do ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, deve ser levada em conta para todos os casos nos quais estabeleceu-se acordos de delação premiada.

Nas palavras do próprio: “Estou convencido de que há constrangimento ilegal, porque as garantias constitucionais da ampla defesa foram prejudicadas”, disse. “Ao réu deve ser dada a última palavra contra a acusação feita pelo Estado com a ajuda do colaborador”, continuou.

Constrangimento ilegal uma pinoia! Ilegalidade foi o que teu padrinho cometeu. Este, aliás, merecia prisão perpétua. Vamos recorrer ao dicionário: “Ilegalidade é aquilo que é contrário a disposição das leis”. Ou seja, quem comete ilegalidades é o STF, que desrespeita à Constituição.

Apesar de o delator não fazer parte da acusação, o entendimento do ministro é contrário, já que o delator estaria colaborando com o Estado. “Ele (delator) renuncia a ficar calado e passa a ter o dever de dizer a verdade. Ele está colaborando com o Estado. Logo não é possível entendê-lo na mesma posição que o déu delatado”, justificou Toffoli.

Que se crie a regra, mas de forma retroativa? Outrossim, a condenação foi baseada em delações ou provas? Conteste-se as provas então. Ou Toffoli compartilha do pensamento petista no qual Lula foi condenado sem provas? Se for o caso, que dei isso claro.