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Política

Toffoli autoriza, mas Lula decide não ir ao velório do irmão

Ex-presidente deixaria Curitiba em um helicóptero da PF e receberia sua família em uma Unidade Militar em São Bernardo do Campo

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Lula em depoimento a Gabriela Hardt
Lula em depoimento a Gabriela Hardt. (Foto: Reprodução / Youtube)


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a deixar a prisão para se encontrar com familiares em São Bernardo, por conta da morte do seu irmão, Genival Inácio da Silva, falecido nesta terça (29), vítima de um câncer no pulmão.

“Por essas razões, concedo ordem de habeas corpus de ofício para, na forma da lei, assegurar, ao requerente Luiz Inácio Lula da Silva, o direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região”, escreveu o presidente do Supremo.

Lula sairia de Curitiba (PR) no helicóptero da Polícia Federal e encontraria seus familiares em uma Unidade Militar. O sepultamento aconteceu antes da decisão de Toffoli, logo, Lula resolveu não deixar a sede da PF em Curitiba onde está preso desde abril do ano passado.

Velório vira ato político do PT

Integrantes do PT transformaram o velório em ato político, fazendo lives nas redes sociais declarando que as autoridades não permitiram que Lula fosse dar adeus a seu irmão.

A hashtag #LulaPresoPolítico ficou entre os assuntos mais comentados do país no Twitter. Enquanto usuários reclamavam da falta de autorização da PF em permitir a saída de Lula, outros relembravam matérias jornalísticas de que o ex-presidente não tinha participado do velório de um de seus irmãos mesmo estando em liberdade e em pleno mandato presidencial, em 2004.

Em 1978, ainda livre, Lula não foi ao velório do pai que foi enterrado como indigente. Em 1980, Lula estava preso pelo Regime Militar, mas teve autorização para velar sua mãe.



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